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EUA fariam tudo de novo, diz Bush sobre Dia D | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de veteranos da Segunda Guerra Mundial e 17 chefes de Estado se reuniram na França, neste fim de semana, para celebrar os 60 anos do Dia D, quando os aliados invadiram a Europa ocupada pelos nazistas. Foram colocadas flores no enorme cemitério de Corville, onde estão enterrados os que morreram na batalha. Os presidentes francês, Jacques Chirac, e americano, George W. Bush, que participaram dessa cerimônia em Corville, trocaram gentilezas. A maior parte dos mortos entre os aliados no Dia D foram americanos. Bush disse aos veteranos que eles seriam homenageados para sempre e acrescentou: "A América faria isso de novo por nossos amigos". A América, disse Chirac, é "eterna aliada" da França. 'Tolerância' Entre as autoridades que viajaram para a Normandia estavam os chefes de Estado da Rússia e da Alemanha, que pela primeira vez participaram das comemorações. Quando todos se encontraram na pequena cidade francesa de Arromanches para a cerimônia principal, um navio de guerra disparou 21 tiros, em saudação. Cerca de 250 mil homens morreram na Batalha da Normandia, que começou no dia 6 de junho de 1944. Os veteranos desfilaram sob um céu ensolarado em frente aos líderes de Estado, enquanto tocava a música do filme "O Mais Longo dos Dias". Chirac condecorou com a Legião de Honra veteranos de guerra, representando diferentes países que participaram da invasão. Em seu discurso, Chirac defendeu "os valores humanísticos de respeito, justiça, diálogo e tolerância pelos quais eles deram suas vidas". Durante a comemoração, houve um desfile militar que incluiu o vôo espetacular de modernos jatos da Otan e uma parada naval. 'Orgulho nacional' De manhã, foram feitos disparos de saudação na direção do mar, no alto das colinas da praia de Omaha, onde as tropas americanas sofreram as piores baixas.
A rainha Elizabeth 2ª visitou o cemitério britânico em Bayeux, junto com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e Chirac, depois de ter se encontrado com veteranos britânicos e canadenses na praia de Juno. Em seu discurso depois do desfile de veteranos, a rainha disse: "O que para vocês é uma memória de perigo e sacrifício em um verão longínquo, que os persegue, para o seu país e para gerações de compatriotas que ainda estão por nascer é um dos momentos de maior orgulho em nossa longa história nacional." Segurança Um escudo maciço de segurança foi montado em volta de Arromanches, com a participação de pelo menos 15 mil policiais e militares franceses. O chanceler alemão Gerhard Schröder foi abraçado fortemente por Chirac e recebeu aplausos de espectadores quando chegou a Caen.
Ele antes dissera que o feito dos aliados não tinha sido "uma vitória sobre a Alemanha, mas uma vitória para a Alemanha". Schröder visitou um cemitério misto em Ranville, e evitou o maior cemitério alemão em La Cambe, onde estão enterrados soldados da notória SS nazista. O presidente russo, Vladimir Putin, também participou da cerimônia. Nas comemorações dos 50 anos do Dia D, em 1994, o chefe de Estado russo não foi convidado, o que provocou profunda reação na Rússia, que infringiu as mais pesadas perdas aos nazistas, com pesados custos em vidas humanas. |
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