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Bush acredita em rápida adoção de resolução sobre o Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que está confiante que a resolução sobre a transferência de soberania no Iraque possa ser adotada rapidamente. Em entrevista em Roma, após encontro com o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, Bush disse que sentiu "um espírito de união" entre os países membros da coalizão e o novo governo iraquiano. A visita de Bush à Europa tem como um dos objetivos tentar conseguir apoio à proposta de resolução que está sendo analisada pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha apresentaram na sexta-feira um terceiro esboço. Itália Bush se reuniu neste sábado com Berlusconi, um aliado dos Estados Unidos no Iraque. Apesar da forte oposição que enfrenta no país ao envolvimento militar no Iraque, o premiê italiano reiterou várias vezes que vai manter seus soldados no país pelo tempo que for necessário. Bush disse que as forças da coalizão só permanecerão no país se forem bem-vindas pelo novo governo. "Quando há a transferência de soberania, o governo precisa dizer: 'Sua ajuda é bem-vinda'", disse ele. O presidente americano também afirmou que os iraquianos estarão totalmente envolvidos nas decisões que devem levar o país à democracia. Na sexta-feira, milhares de pessoas participaram de protestos contra a presença de Bush e a guerra no Iraque na capital italiana. Também na sexta-feira, Bush teve um encontro no Vaticano com o papa João Paulo 2º, no qual o pontífice reiterou sua oposição à guerra. França Ainda neste sábado, Bush viaja para a França, onde deve tentar convencer líderes do país a apoiar o novo esboço de resolução. A França é membro permanente do Conselho de Segurança, com direito a veto, e apresentou objeções a duas versões anteriores da proposta. O presidente francês, Jacques Chirac, também foi um crítico da iniciativa americana de realizar uma ofensiva militar no Iraque, e acredita-se que, na visita, Bush deva tentar deixar para trás as diferenças entre os dois países na busca de um consenso sobre o futuro iraquiano. De acordo com o correspondente da BBC que está acompanhando a visita de Bush à Europa, algumas autoridades do governo americano acreditam que as comemorações do aniversário da invasão americana da Normandia durante a Segunda Guerra Mundial, às quais Bush vai estar presente na França, serão uma forma de lembrar aos europeus que eles têm uma dívida histórica com os Estados Unidos. |
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