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EUA precisam mudar comportamento no Iraque, diz enviado da ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O enviado especial da ONU ao Iraque, Lakhdar Brahimi, disse que os Estados Unidos precisam se comportar de maneira diferente no Iraque para que a transferência de poder no final deste mês tenha qualquer significado. Em entrevista ao programa de rádio Today, da BBC, Brahimi disse que membros do antigo Conselho de Governo iraquiano deram a impressão de serem responsáveis pelo governo do país, mas que, na verdade, quem estava com o controle era o administrador americano no Iraque, Paul Bremer. Em tom irônico, Brahimi se desculpou por ter chamado Bremer de ditador do Iraque essa semana. O enviado especial da ONU também afirmou que seu trabalho acabará no final de junho, mas que ele espera que o papel da ONU no Iraque seja redefinido. Poder Com a saída de Bremer no final de junho, os Estados Unidos serão representados no Iraque pelo novo embaixador, John Negroponte. Segundo Brahimi, Negroponte estará em uma posição de grande influência, mas será o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, quem será a autoridade legal e terá o poder no país. Em declaração na quarta-feira, Brahimi pediu que os iraquianos aceitem o novo governo interino do país. Em Bagdá, ele declarou que a composição do gabinete, empossado na terça-feira, não vai agradar a toda a população, mas é o melhor governo possível no momento. Segundo ele, os novos governantes terão de trabalhar duro para obter legitimidade e precisam se esforçar para preparar o país para a democracia. O enviado especial da ONU também defendeu eleições em 2005. |
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