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Atualizado às: 02 de junho, 2004 - 13h29 GMT (10h29 Brasília)
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Anistia condena violência contra a mulher na Turquia
Turcas
Há várias desculpas para a mulher ser agredida, revela a anistia
A Anistia Internacional criticou o governo e o sistema judicial da Turquia por falhas na ação contra a violência em relação à mulher.

O último relatório do grupo de direitos humanos afirma que metade das turcas já foi vítima de algum tipo de violência.

Segundo a Anistia, apesar das mudanças realizadas no sistema judicial do país, ele ainda falha no cumprimento da lei.

A condição da Turquia preocupa mais a União Européia (UE), que deve em breve estipular uma data para que os diálogos sobre a intenção turca de se juntar ao bloco sejam iniciados.

Inimaginável

Jonny Dymond, correspondente da BBC em Istambul, afirma que o relatório da Anistia tece "uma cruel e inimaginável" situação feminina na Turquia.

Segundo o correspondente da BBC, o relatório junta uma série de levantamentos mostrando que o nível de violência contra a mulher na Turquia é muito maior do que em boa parte do resto do mundo.

"A violência contra a mulher inclui privação de suas necessidades econômicas e agressão verbal e psicológica. Ela é amplamente tolerada e até endossada por líderes comunitários turcos e nos mais altos níveis do governo e do judiciário", diz o relatório.

Entre alguns exemplos estão os casos de um homem que estrangulou sua própria filha porque ela havia sido estuprada, e um juiz que reduziu a pena de um estuprador quando este prometeu casar-se com a vítima.

O relatório está recheado de casos de jovens mulheres sendo forçadas a se casarem, ou violência diária, em ambientes intimidatórios, segundo a Anistia.

É comum, por exemplo, mulheres serem mortas por ter traído os maridos ou por ter sido estupradas.

Uma ativista turca disse à Anistia que as desculpas dos homens para agredir as mulheres são variadas.

"A mulher pode estar em casa olhando muito tempo pela janela, cumprimentar homens na rua ou conversar com funcionários de supermercados para ser agredida. Se o telefone de casa toca e fica mudo também", descreveu a ativista.

A polícia turca também é criticada por falhas na investigação dos casos de agressão, e a Justiça, por continuar condenando mulheres que foram atacadas ou estupradas.

A Anistia pede que o governo turco assegure que abrigos sejam dados para as vítimas de violência doméstica e pede que o sistema judicial faça um melhor trabalho na punição dos culpados.

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