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Iraque dissolve Conselho e forma governo interino | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Governo do Iraque - criado pelos Estados Unidos - se dissolveu e transferiu suas responsabilidades para o novo governo interino do país nesta terça-feira. A decisão contraria planos anteriores, que previam que o órgão continuaria a existir até o final de junho – data estipulada por Washington para a transferência da soberania para o Iraque. A dissolução ocorreu após Ghazi al-Yawer, que ocupava a liderança do Conselho, ter sido escolhido como novo presidente do país. A intenção dos integrantes do Conselho é abrir caminho rapidamente para que a nova administração assuma o poder. Posse dos ministros Numa cerimônia nesta terça-feira em Bagdá, o recém-nomeado primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, empossou ministros que comporão o seu gabinete. "Após 35 anos de um regime tirânico impiedoso e após a libertação do Iraque pelas forças da coalizão lideradas pelos Estados Unidos, começamos nossa marcha rumo à soberania e à democracia", declarou Allawi. O presidente americano, George W. Bush, elogiou a formação do governo interino e disse que Allawi é um "líder forte" e um "patriota". Indagado se o novo governo era um marionete manipulado pelos Estados Unidos, Bush respondeu que nem ele nem a sua administração estiveram envolvidos na escolha dos nomes. O secretário-geral da ONU (Organizações das Nações Unidas), Kofi Annan, também fez elogios ao novo governo, mas disse que o processo de escolha “não foi perfeito”. Annan se referia ao fato de que boa parte dos nomes do governo interino não coincidem com os preferidos pelo enviado especial da organização ao país Lakhdar Brahimi. Brahimi foi enviado ao Iraque com o objetivo de listar nomes para o governo provisório, mas boa parte de suas principais sugestões aparentemente não foram levadas em conta. Após o anúncio desta terça-feira, a ONU e representantes do governo americano deram declarações negando que tenha havido qualquer disputa na escolha dos nomes. Mas analistas consideraram que houve uma vitória do conselho iraquiano. Segurança O futuro premiê iraquiano falou sobre quais serão as suas prioridades. Disse que deseja estabelecer uma força de defesa confiável o quanto antes. Pretende também avançar de forma acelerada rumo à criação de um Iraque soberano e independente. E quer promover desenvolvimento econômico. Ao mesmo tempo, porém, ele enfatizou que o país precisa de apoio dos Estados Unidos e seus aliados para derrotar o que ele classificou como "os inimigos do Iraque". Os nomes escolhidos como ministros – que, na prática, só assumem suas funções ao final de junho com a transferência de soberania – incluem políticos até então pouco conhecidos assim como ex-membros do Conselho de Governo. O político xiita Adel Abdul Mehdi será o ministro das Finanças, enquanto o curdo Hoshiyar Zebari vai continuar à frente da pasta das Relações Exteriores. |
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