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Atualizado às: 31 de maio, 2004 - 08h54 GMT (05h54 Brasília)
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Sauditas buscam militantes foragidos após ataques
Carros de polícia na Arábia Saudita
Operação de cerco a área ocupada por militantes durou 25 horas
A polícia da Arábia Saudita lançou uma grande perseguição aos militantes islâmicos que conseguiram escapar no domingo após a operação de resgate de reféns em Khobar, no leste do país.

Pelo menos 22 civis, incluindo alguns estrangeiros, morreram durante ataques ou enquanto estavam sendo mantidos em cativeiro durante o fim de semana na cidade. Três dos militantes responsáveis pelo ataque conseguiram fugir.

A polícia montou postos de controle em toda a cidade para tentar capturar os militantes, que estão fortemente armados.

Segundo oficiais, o líder do grupo que organizou o ataque foi ferido e capturado, mas os outros membros conseguiram furar o cerco de policiais e soldados e fugir, usando reféns como escudos humanos.

Violência

Forças de segurança sauditas invadiram no domingo o edifício onde os militantes mantinham os reféns depois de terem realizado ações contra alvos ligados a empresas petrolíferas ocidentais.

Apesar da fuga dos três militantes, o governo da Arábia Saudita disse que a operação de resgate de reféns em Khobar foi um grande sucesso. Segundo eles, 41 pessoas foram libertadas pela polícia.

De acordo com testemunhas, a operação de resgate começou depois que nove reféns tentaram escapar e tiveram suas gargantas cortadas pelos militantes.

Uma gravação disponibilizada em uma página da internet ligada a um movimento radical islâmico reivindicou o ataque em nome da Al-Qaeda. "Nós vamos limpar a Península Arábica dos infiéis", diz a gravação.

Um sobrevivente do ataque disse que um dos militantes afirmou: "Nós só queremos machucar ocidentais e americanos. Você pode nos dizer onde podemos encontrá-los?"

Os mortos nos ataques são de várias nacionalidades, incluindo um americano, um britânico, um italiano, um sueco e oito indianos. Três sauditas e três filipinos também morreram, assim como dois cingaleses, um egípcio e um sul-africano.

Segundo o ministério do Interior da Arábia Saudita, 25 pessoas teriam ficado feridas.

Os reféns foram capturados no sábado, quando o grupo de militantes atacou uma série de alvos ligados à indústria saudita de petróleo e matou pelo menos dez pessoas, incluindo estrangeiros.

Campanha

A cidade de Khobar, a 400 quilômetros ao nordeste de Riad, é um dos centros da indústria de petróleo saudita, que conta com muitos trabalhadores estrangeiros.

Há um ano, militantes islâmicos de grupos ligados à Al-Qaeda travam uma campanha contra o governo saudita.

Uma das estratégias utilizadas pelos militantes, que buscam a queda do regime da família Al-Saud, é tentar expulsar estrangeiros ocidentais da Arábia Saudita.

No início deste mês, cinco estrangeiros foram mortos em um ataque a uma instalação petroquímica na cidade de Yanbu e, na semana passada, um alemão foi morto em Riad.

Primeira impressão
Livro exagera em denúncias de relações entre Bush e sauditas.
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Al-Qaeda conta com 18 mil homens, diz estudo.
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