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Forças sauditas libertam reféns de militantes islâmicos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades sauditas afirmam que forças locais libertaram neste domingo a maior parte dos cerca de 50 estrangeiros que eram mantidos reféns por militantes islâmicos em um prédio na cidade de Khobar, no leste da Arábia Saudita. De acordo com as autoridades, no entanto, não foi possível evitar mortes entre os reféns. Pelo menos dois militantes foram mortos na ação, outros dois fugiram e o homem descrito por autoridades sauditas como líder do grupo foi preso. Relatos indicam que a operação de resgate começou depois que nove reféns foram mortos pelos militantes islâmicos. Os reféns foram capturados no sábado, quando o grupo de militantes atacou uma série de alvos ligados à indústria saudita de petróleo e matou pelo menos menos dez pessoas, incluindo estrangeiros. Os ataques foram reivindicados pela Brigada Al-Quds, um grupo ligado à organização Al-Qaeda. Em uma mensagem publicada em um site que defende ideais radicais islâmicos, os militantes dizem que não permitirão que os americanos roubem as riquezas da Arábia Saudita. Disparos de sábado Os militantes islâmicos, vestidos com trajes em estilo militar, abriram fogo com armas automáticas contra três complexos de companhias de petróleo na manhã de sábado.
A embaixada dos Estados Unidos confirmou que um americano estava entre os mortos e o Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bratanha revelou que um britânico também foi morto. Após a série de disparos, os militantes islâmicos invadiram o luxuoso complexo Oasis, de seis andares, onde fizeram cerca de 50 reféns. O grupo teria tentado separar os muçulmanos dos não-muçulmanos e, em seguida, cinco reféns libaneses foram liberados. 'Maldades' Neste domingo, cerca de 40 agentes saltaram de helicópteros no teto do edifício, em meio a uma rápida troca de tiros, e invadiram o prédio para libertar os reféns. O embaixador saudita nos Estados Unidos, príncipe Bandar Bin Sultan, disse que as autoridades em Khobar tiveram que lançar a ação de resgate depois que os militantes começaram a fazer "maldades" com os reféns. Um dos reféns disse à agência de notícias francesa AFP que foi libertado em um grupo de 25 pessoas resgatadas durante a operação deste domingo.
O engenheiro de computação jordaniano Nijar Hijazin disse que os militantes cortaram as gargantas de nove reféns. "Os nove tiveram suas gargantas cortadas pelos seqüestradores quando tentaram escapar à noite pelas escadas", disse o refém. De acordo com Sultan, um militante foi morto quando tentava entrar com um carro dentro do complexo depois que as forças de segurança já haviam cercado o local. Mais cedo, o embaixador saudita havia revelado que sete reféns americanos, dois deles feridos, já haviam sido retirados do complexo pelas forças de segurança sauditas. Campanha A cidade de Khobar, 400 quilômetros ao nordeste de Riad, é um centros da indústria de petróleo saudita, que conta com muitos trabalhadores estrangeiros. Há um ano, militantes islâmicos de grupos ligados à Al-Qaeda travam uma campanha contra o governo saudita. Uma das estratégias utilizadas pelos militantes, que buscam a queda do regime da família Al-Saud, é tentar expulsar estrangeiros ocidentais da Arábia Saudita. No início deste mês, cinco estrangeiros foram mortos em um ataque a uma instalação petroquímica na cidade de Yanbu e, na semana passada, um alemão foi morto em Riad. |
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