BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 30 de maio, 2004 - 19h23 GMT (16h23 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Crise de reféns na Arábia Saudita acaba com 22 mortos
Ambulância em área próxima ao complexo residencial ocupado por militantes
Operação de cerco a área ocupada por militantes durou 25 horas
O Ministério do Interior da Arábia Saudita informou que 22 civis, em sua maioria estrangeiros, foram mortos durante uma série de ataques realizados por militantes islâmicos em Khobar, uma cidade rica em petróleo no leste do país.

Agentes de segurança sauditas libertaram neste domingo a maior parte dos 50 reféns que foram mantidos pelos ativistas islâmicos em um prédio, durante cerca de 25 horas.

Os ativistas islâmicos, vestidos com trajes em estilo militar, abriram fogo com armas automáticas contra três complexos de companhias de petróleo na manhã deste sábado e invadiram um edifício residencial.

O Ministério do Interior informou que pelo menos três militantes escaparam durante a ação das forças de segurança e um quarto, o suposto líder, foi preso.

Entre os estrangeiros mortos ou pelos militantes ou durante os combates entre ativistas e as forças de segurança estão um americano, um britânico, um italiano, um sul-africano, oito indianos, dois cingaleses, três filipinos e um egípcio. Durante os ataques, três sauditas também foram mortos.

Os reféns foram capturados no sábado, quando o grupo de militantes atacou uma série de alvos ligados à indústria saudita de petróleo e matou pelo menos dez pessoas, incluindo estrangeiros.

Relatos indicam que a operação de resgate começou depois que nove reféns foram mortos pelos militantes islâmicos.

De acordo com relatos, os militantes amarraram o corpo de um estrangeiro ocidental a um carro e o arrastaram pelas ruas.

Al-Qaeda

Os ataques foram reivindicados pela Brigada Al-Quds, um grupo ligado à organização Al-Qaeda. Em uma mensagem publicada em um site que defende ideais radicais islâmicos, os militantes dizem que não permitirão que os americanos roubem as riquezas da Arábia Saudita.

Helicóptero deixa agentes no telhado de edifício
Cerca de 40 agentes saltaram de helicópteros para libertar reféns

Após realizaram uma série de disparos, os militantes islâmicos invadiram o luxuoso complexo Oasis, de seis andares, onde fizeram cerca de 50 reféns.

O grupo teria tentado separar os muçulmanos dos não-muçulmanos e, em seguida, cinco reféns libaneses foram liberados.

'Maldades'

Neste domingo, cerca de 40 agentes saltaram de helicópteros no teto do edifício, em meio a uma rápida troca de tiros, e invadiram o prédio para libertar os reféns.

O embaixador saudita nos Estados Unidos, príncipe Bandar Bin Sultan, disse que as autoridades em Khobar tiveram que lançar a ação de resgate depois que os militantes começaram a fazer "maldades" com os reféns.

News image

O engenheiro de computação jordaniano Nijar Hijazin disse que os militantes cortaram as gargantas de nove reféns.

"Os nove tiveram suas gargantas cortadas pelos seqüestradores quando tentaram escapar à noite pelas escadas", afirmou.

De acordo com Sultan, um militante foi morto quando tentava entrar com um carro dentro do complexo depois que as forças de segurança já haviam cercado o local.

Mais cedo, o embaixador saudita havia revelado que sete reféns americanos, dois deles feridos, já haviam sido retirados do complexo pelas forças de segurança sauditas.

Campanha

A cidade de Khobar, 400 quilômetros ao nordeste de Riad, é um dos centros da indústria de petróleo saudita, que conta com muitos trabalhadores estrangeiros.

Há um ano, militantes islâmicos de grupos ligados à Al-Qaeda travam uma campanha contra o governo saudita.

Uma das estratégias utilizadas pelos militantes, que buscam a queda do regime da família Al-Saud, é tentar expulsar estrangeiros ocidentais da Arábia Saudita.

No início deste mês, cinco estrangeiros foram mortos em um ataque a uma instalação petroquímica na cidade de Yanbu e, na semana passada, um alemão foi morto em Riad.

Primeira impressão
Livro exagera em denúncias de relações entre Bush e sauditas.
Bin LadenMais forte
Al-Qaeda conta com 18 mil homens, diz estudo.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade