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Brasil e China têm potencial para parceria histórica, diz Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira em Pequim que não existem países no mundo com potencial de parceria tão grande como Brasil e China, porque os países não têm problemas históricos, políticos e econômicos entre eles. Lula fez uma conferência na Universidade de Pequim sobre a política externa brasileira no século XXI e o papel da parceria estratégica sino-brasileira. “China e Brasil estão livres para não perder um minuto sequer discutindo erros do passado, e sim desenvolvendo apenas o que interessa aos dois, para continuar um futuro de paz e prosperidade”, afirmou o presidente. O reitor da Universidade, Shu Zhihong , apresentou Lula lembrando o passado do presidente brasileiro como líder sindical. Reforçando o G-20 Na conferência, Lula disse que o Brasil quer relações econômico-comerciais “sem as distorções que prejudicam os países em desenvolvimento”. Para o presidente, é preciso firmar um novo conceito de desenvolvimento, que crie riqueza e diminua as desigualdades. O comércio internacional, segundo ele, é importante para atingir esse objetivo. Lula lembrou a criação do G-20, o grupo dos países em desenvolvimento que, segundo ele, “foi inicialmente criticado pelos países desenvolvidos, mas acabou reconhecido como um interlocutor fundamental”. O presidente disse que o G-20 reúne 22% da produção agrícola mundial e 60% da população do planeta. Índios Pouco antes, o presidente havia inaugurado o Núcleo de Cultura Brasileira na Universidade de Pequim. De acordo com a professora Marilia Borges Costa, formada em chinês pela USP, o curso de português brasileiro já conta com 20 alunos. Essa é a primeira vez que o idioma é ensinado na Universidade. Ainda nesta terça-feira, o último compromisso oficial do presidente e comitiva em Pequim foi a inauguração de uma exposição de arte indígena brasileira, no Museu do Palácio Imperial, na Cidade Proibida. A Cidade Proibida foi construída em meados do século XV e era o palácio do imperador. O presidente e comitiva percorreram a exposição em poucos minutos, acompanhados pela conselheira de Estado (cargo equivalente a Vice primeira-ministra) Chen Zhilin. Em frente aos objetos expostos, a conselheira perguntou sobre a situação dos índios no país. Lula disse que hoje eles são 470 mil, mas que nos últimos 30 anos a população dobrou. O presidente também disse que há um processo de demarcação de terras e que normalmente há conflitos entre proprietários e índios, com várias ações na justiça. Turismo Em seguida, Lula partiu para Xangai, a maior cidade da China , onde acontece a segunda parte da visita de Estado. Não há mais programação oficial marcada para esta terça-feira. Na quarta, ele vai dar uma entrevista coletiva – a primeira vez que falará com a imprensa desde sábado, quando chegou a China. Ainda nesta terça-feira em Pequim, o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia - um dos oito ministros que fazem parte da comitiva de Lula - disse que será fechado em agosto, no Brasil, um acordo para facilitar a entrada de turistas chineses no Brasil. “No ano passado, somente 13 mil chineses visitaram o Brasil”, disse Mares Guia. “Até 2006, queremos que esse número aumente para 100 mil.” Atualmente, se um chinês quiser visitar o Brasil precisa ser convidado por uma empresa ou instituição. Com o acordo, o governo brasileiro quer incentivar o turismo de grupo, que é o mais lucrativo. |
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