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Exército de Israel diz que lamenta morte de civis | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército israelense lamentou nesta quarta-feira a morte de civis em uma ação de Israel na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Durante o dia, o Exército de Israel matou dez palestinos e deixou mais de 60 feridos em um ataque contra uma manifestação em Rafah. Sobreviventes disseram que os manifestantes, incluindo mulheres e crianças, foram atacados quando estavam se aproximando de soldados no bairro de Tel Sultan. ”Nós lamentamos que civis inocentes foram atingidos, nós não miramos em civis palestinos”, disse a porta-voz do Exército Ruth Yaron. Fontes militares israelenses disseram que ainda é muito cedo para saber exatamente o que aconteceu, mas indicaram que explosivos empregados pelos próprios palestinos possam ter sido usados no incidente. “Homens armados” Yaron disse que as forças israelenses dispararam tiros de advertência antes de fazer o ataque contra os cerca de 3 mil manifestantes, depois de ter identificado “homens armados” na multidão. Palestinos, porém, negaram que pessoas com armas estivessem participando da passeata.
As ações de Israel em Rafah foram criticadas por membros do Conselho de Segurança da ONU em uma resolução aprovada nesta quarta-feira. Depois do ataque contra os manifestantes, mais cinco palestinos morreram em um outro incidente em Rafah. Três morreram em um ataque de mísseis israelenses e outros dois foram mortos por tanques. Militares israelenses disseram que os mortos eram militantes armados que estavam se aproximando de soldados. Mais de 30 palestinos morreram em ofensivas israelenses em Rafah desde a terça-feira. Arafat O líder palestino Yasser Arafat pediu nesta quarta-feira que observadores internacionais protejam o seu povo, descrevendo os acontecimentos em Rafah como “crimes atrozes”.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o enviado especial da ONU aos territórios palestinos, John Dugard, disse que os ataques israelenses são “crimes de guerra” e equivalem a uma punição coletiva dos palestinos, que leis internacionais. Israel diz que a incursão tem o objetivo de destruir túneis usados por palestinos para contrabandear armas vindas do Egito. O governo israelense disse que a ofensiva em Rafah vai continuar. De acordo com o ministro da Defesa, Shaul Mofaz, a operação é essencial e prosseguirá pelo tempo que se julgar necessário. |
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