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Israel diz que poderá acelerar demolições | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército israelense afirmou que planeja destruir mais centenas de casas na Faixa de Gaza depois que o Supremo Tribunal do país disse que a ação pode continuar. O general Moshe Yaalon afirmou que as casas ao longo da fronteira com o Egito precisam ser destruídas para evitar que elas sejam usadas por militantes palestinos. Mais cedo neste domingo, o Supremo Tribunal rejeitou um apelo feito por palestinos para que a operação realizada no campo de refugiados de Rafah fosse interrompida. Por outro lado, os Estados Unidos se juntaram a um coro internacional condenando a política de demolição das casas. O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que, apesar de acreditar que Israel tenha o direito de se defender, os Estados Unidos não acham que as demolições sejam "produtivas". Powell criticou ainda o líder palestino Yasser Arafat por incentivar os palestinos a "aterrorizar o inimigo". O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, também havia criticado a política israelense, dizendo que ela viola as leis internacionais. Autodefesa Cerca de 90 casas já foram destruídas pelas tropas israelenses. Segundo a agência da ONU responsável pelos refugiados palestinos, desde quinta-feira, quando a operação israelense começou, mais de mil pessoas ficaram desabrigadas. O Supremo Tribunal israelense suspendeu neste domingo uma ordem dada no sábado que previa a interrupção temporária das demolições. Na sua decisão, o tribunal disse que o Exército tem o direito de destruir as casas por razões de autodefesa. Os representantes do Exército israelense haviam dito que as demolições estão sendo realizadas por causa de uma necessidade militar imediata para defender a vida de soldados. Israel diz que os militantes usam as casas no chamado corredor 'Filadélfia' para atacar as tropas que patrulham a fronteira com o Egito e também para camuflar a entrada ilegal de armamentos vindos do país vizinho. Os que são contra as demolições argumentam que a medida é um ato de vingança, depois que 13 soldados israelenses foram mortos por militantes na semana passada no local. O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, disse que o Exército irá criar uma "realidade diferente" na região. |
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