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Bush pede calma a judeus e palestinos na Faixa de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano George W. Bush disse que vai pedir explicações do governo israelense sobre o ataque desta quarta-feira à uma manifestação na cidade palestina de Rafah, na Faixa de Gaza, que matou pelo menos 10 e feriu 60 palestinos. Bush disse que continua a “pedir para que ambos os lados mantenham a calma e poupem a vida de inocentes, para que nós possamos atingir a paz”. Em Londres, o ministro das Relações Exteriores britânico, Jack Straw, mostrou preocupação, ressaltando que “Israel tem o direito de se defender, mas deve fazê-lo de acordo com a lei internacional”. Já o ministro das Relações Exteriores irlandês, Brian Cowen, falando em nome da União Européia, condenou as operações israelenses na Faixa de Gaza, como um “exemplo grosseiro de desrespeito à vida humana”. Civis O Parlamento palestino condenou Bush de encorajar os “massacres” israelenses. “Esses massacres contra nosso povo em Rafah e outros lugares não estariam acontecendo sem o forte apoio da administração americana ao primeiro-ministro Ariel Sharon”, disseram eles em um comunicado. O líder palestino Yasser Arafat pediu que uma força internacional de observação seja enviada à região para proteger seu povo. Médicos palestinos disseram que pelo menos dez pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas quando Israel disparou mísseis em Rafah. Testemunhas afirmam que o bombardeio atingiu uma multidão de mais de três mil palestinos que protestavam contra a operação militar de Israel na região. Horas antes, tropas israelenses haviam matado a tiros quatro palestinos, entre eles dois adolescentes. O total de mortos nos conflitos desde terça-feira é de cerca de 30. Israel disse que a maioria dos mortos eram militantes que contrabandearam armas do Egito através de túneis mas os palestinos afirmam que a maioria das vítimas é de civis. Rendição O Exército israelense está tentando obter a rendição dos militantes do distrito de Tel Sultan, no campo de refugiados de Rafah. Veículos militares circulavam exigindo com alto-falantes que todos os homens de mais de 16 anos se dirigissem a uma escola local. Pediam também que entregassem suas armas e ameaçavam derrubar as casas da família daqueles que se negassem a obedecer. Milhares de moradores caminharam rumo à escola empunhando bandeiras brancas. Israel afirma que está à procura de militantes e que não pretende punir todos os homens da cidade. Prosseguimento das operações A Organização das Nações Unidas e a União Européia pediram a Israel que suspenda a operação. Desde o começo das operações na região, na semana passada, mais de 1,1 mil pessoas ficaram sem abrigo. Os militares israelenses ameaçaram colocar mais habitações abaixo, mas negam estar desenvolvendo uma campanha sistemática de destruição de casas. Israel iniciou a atual operação em resposta às mortes de cinco soldados em uma explosão perto do campo de Rafah na semana passada. As autoridades israelenses anunciaram que planejam ampliar a zona de distensão entre o campo de Rafah e a fronteira com o Egito. Israel anunciou também que as operações em Rafah vão continuar pelo tempo que for necessário. |
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