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Ação de Israel em Rafah mata 18 palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A mais recente incursão israelense no sul da Faixa de Gaza já deixou 18 mortos, de acordo com fontes palestinas. Médicos afirmam que pelo menos seis dos mortos eram civis, incluindo um jovem casal de irmãos. Tanques e buldôzeres militares entraram em um trecho do campo de refugiados de Rafah, fazendo com que milhares de residentes abandonassem o local, enquanto soldados israelenses invadiram os prédios, combatendo guerrilheiros palestinos. Nas últimas horas foram disparados mísseis contra alvos palestinos e estão sendo feitas buscas nas casas da região de Tel Al-Sultan. Os refugiados temem que os israelenses destruam mais casas - cerca de cem já foram colocadas abaixo. Recentes ações militares em Rafah têm rendido muitas críticas da comunidade internacional, mas Israel afirma que elas visam destruir túneis usados por militantes para contrabandear armas com o Egito. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que a violência em Rafah é preocupante, mas que Israel tem todo o direito de se defender. Falando a lobistas israelenses, Bush disse que os palestinos precisam renunciar ao terrorismo e rejeitar líderes fracassados. Retaliação De acordo com correspondentes, os israelenses pareciam nesta terça-feira estar ampliando uma estrada usada por patrulhas militares entre Rafah e a fronteira com o Egito.
Desde o começo das operações na região, na semana passada, mais de 1,1 mil pessoas ficaram sem abrigo. Os militares israelenses ameaçaram colocar mais habitações abaixo, mas negam estar desenvolvendo uma campanha sistemática de destruição de casas. Israel iniciou a atual operação em resposta às mortes de cinco soldados em uma explosão perto do campo de Rafah na semana passada. As autoridades israelenses anunciaram que planeja ampliar a zona de distensão entre o campo de Rafah e a fronteira com o Egito. Críticas A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, por sua vez, acusou Israel de crimes de guerra pela destruição das residências. Em um relatório, a organização diz que Israel reduziu a escombros mais de 3 mil casas palestinas desde o início da atual onda de violência no Oriente Médio, em 2000. A Anistia disse que a maior parte das demolições são medidas de punição contra civis inocentes. As forças de Israel, por sua vez dizem que estão destruindo as casas para prevenir mais ataques contra seus cidadãos e soldados. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, também pediu a Israel que pare com as demolições, dizendo que se trata de uma violação da lei internacional. |
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