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Israel lança megaoperação na Faixa de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército israelense iniciou nesta segunda-feira uma grande ofensiva no sul da Faixa de Gaza, interditando o campo de refugiados de Rafah e causando pânico entre os palestinos do local. Segundo fontes israelenses e palestinas, um tanque de guerra abriu fogo nas redondezas de Rafah, perto da fronteira com o Egito. A rádio do Exército israelense noticiou que uma operação de grande porte havia começado na cidade. Nos últimos dias, Rafah foi o palco de enfrentamentos entre o Exército de Israel e militantes palestinos. Os israelenses iniciaram recentemente uma operação para demolir centenas de casas palestinas no local. As autoridades israelenses dizem que estas casas estão sendo usadas por militantes que promovem ataques contra alvos israelenses. Túneis A operação desta segunda-feira também visa os túneis usados por palestinos para trazer armas do Egito para o interior da Faixa de Gaza, de acordo com o jornal israelense Haaretz. No domingo, a Suprema Corte de Israel anulou uma liminar que proibia os militares de destruir casas em Gaza, alegando que o Exército poderia agir em autodefesa. Devido aos acontecimentos dos últimos dias em Rafah, milhares de pessoas já haviam fugido do local antes da chegada dos soldados israelense nesta segunda-feira. O campo de Rafah foi fechado para prevenir que militantes fujam junto com os civis. Em um encontro em Berlim, o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, pediu que a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, interviesse para parar o plano de demolição em massa. Tendas
As cerca de 400 tendas que foram levantadas na semana passada em escolas e praças públicas no campo de Rafah já estão ocupadas pelas pessoas que ficaram sem casa no fim de semana. Oficiais da ONU estimam que Israel já destruiu mais de 80 prédios no campo de Rafah. Pelo menos 13 soldados israelenses e 29 civis e militantes palestinos foram mortos na Faixa de Gaza na semana passada. Com essa operação, Israel espera aumentar a zona entre o campo e a fronteira de Gaza de 200 para 250 metros. Autoridades internacionais condenaram as demolições, descritas pelo gabinete palestino como equivalente a uma "limpeza étnica". O chefe da agência da ONU para refugiados palestinos (UNWRA, na sigla em inglês), Peter Hansen, disse estar "extremamente alarmado" com essa "punição coletiva". Outros ataques Em outra operação na manhã desta segunda-feira, helicópteros israelenses atacaram edifícios na Cidade de Gaza pela terceira noite consecutiva. Escritórios do Fatah, movimento de Yasser Arafat, e da Frente Democrática pela Libertação da Palestina foram alvejados com mísseis, mas estavam vazios e nenhuma vítima foi anunciada. Na Cisjordânia, apesar de protestos, tropas israelenses começaram a desmantelar um assentamento israelense ilegal. Poucos colonos vivem em Mitzpeh Yitzhar, perto da cidade de Nablus, mas centenas de pessoas foram ao local nesta segunda-feira para protestar contra o desmantelamento. O assentamento de Mitzpeh Yitzhar já foi desocupado outras vezes, mas sempre acaba sendo reocupado por colonos. Segundo os termos do plano de paz, Israel precisa desmantelar todos os assentamentos construídos sem a aprovação do governo israelense desde que o primeiro-ministro, Ariel Sharon, assumiu o cargo em 2001. De acordo com as leis internacionais, os assentamentos construídos em terra ocupada - autorizados ou não pelo governo israelense - são considerados ilegais. Mas é consenso que o destino desses assentamentos seja determinado em negociações com os palestinos. |
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