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Imprensa estrangeira pede que Lula reveja expulsão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) pediu, em uma nota oficial divulgada nesta quarta-feira, que o governo brasileiro reconsidere a ameaça de cancelar o visto do jornalista Larry Rohter, correspondente do jornal The New York Times no Brasil. "Esta decisão seria cruel e poderia levar a uma reação contrária hostil", disse no comunicado Aidan White, secretário-geral da FIJ. "Esta é uma questão que envolve a honra do presidente (luiz Inácio Lula da Silva) e que deve ser negociada apropriadamente por meios profissionais." Segundo a entidade, uma resposta oficial à reportagem de Rohter que diz que Lula estaria enfrentando problemas com o consumo de bebidas alcóolicas seria "mais apropriado do que tomar uma atitude de punição". A FIJ diz saber que o presidente estuda processar o New York Times e pediu que sua afiliada no Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), investigue o caso. 'Decepção' "Há um enorme grau de identificação e apoio ao processo democrático em que o presidente Lula vem se lançando", disse White na nota. "Seria uma grande pena se, ao reagir exacerbadamente a esse incidente, houvesse algum indício de censura por parte de um governo democrático a um jornalista que está exercendo o seu trabalho." Mais cedo, em entrevista à BBC Brasil, o secretário-geral disse que foi com "grande decepção" que a organização recebeu a notícia do cancelamento do visto do jornalista do New York Times. "Havia grandes esperanças de que o novo governo brasileiro fosse mais aberto", afirmou White. No Brasil, a Associação dos Correspondentes Estrangeiros de São Paulo (ACE) lamentou a decisão do governo de cancelar o visto temporário de Larry Rohter e disse esperar que a "retaliação" seja reconsiderada. "A ACE não concorda com o conteúdo da matéria do Sr. Rohter, por considerar que foi tendenciosa. Estamos preocupados, no entanto, com a atitude desnecessária do governo de censurar um jornalista", diz uma carta aberta ao governo divulgada pela associação. "Nós, jornalistas da imprensa estrangeira, precisamos de nossos vistos para trabalharmos e esperamos poder exercer nossas funções sem o temor de que seremos censurados ou perseguidos caso escrevamos artigos que não sejam do agrado do governo", acrescenta o documento. |
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