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MST se torna 'quebra-cabeça' para Lula, diz 'El País'
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Uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal espanhol El País diz que o Movimento dos Sem-Terra (MST) "está se convertendo em um quebra-cabeça" para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao começar a ocupar fazendas produtivas.

De acordo com o jornal, Lula vê "com naturalidade" as reivindicações do MST, mas "adverte contra os excessos" e pede que os sem-terra "não radicalizem a luta". O El País diz que a maior preocupação é que as reivindicações do MST "acabem contagiando outros movimentos de protesto".

O jornal afirma que, segundo analistas, existem hoje no Brasil outros 51 movimentos que reivindicam o direito à terra e que realizam invasões, inclusive dissidentes do MST que acusam o grupo de ser muito "conservador e acomodado com o poder".

Segundo o El País, a preocupação de empresários é que as ocupações de terras produtivas desanimem os investidores nacionais e estrangeiros.

O diário espanhol diz, no entanto, que a Igreja critica o governo Lula e dá razão a invasões de terras produtivas, alegando que assim como o Estado expropria terrenos produtivos para, por exemplo, contruir uma estrada, isso pode ser feito a favor da reforma agrária.

Tropas no Iraque

O jornal americano The New York Times publica nesta quarta-feira uma reportagem que afirma que o Pentágono planeja enviar novas tropas ao Iraque rapidamente, caso seja preciso manter pelo menos 135 mil soldados no país depois de julho.

De acordo com o diário americano, o presidente George W. Bush e seus assessores políticos esperavam retirar soldados do território iraquiano antes das eleições de novembro, uma possibilidade que agora parece bem menos provável.

A reportagem diz que os novos planos do governo dos Estados Unidos são a mais forte indicação de que a recente decisão de adiar por 90 dias o retorno de 20 mil soldados pode não ser uma medida temporária.

Em uma entrevista coletiva, o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, revelou que o Pentágono escolheu novos soldados para uma possível substituição dos 20 mil cuja permanência no Iraque foi estendida até julho, com o objetivo de conter a recente onda de violência no país.

'Princesa do samba'

Outro destaque no New York Times é uma crítica do show da cantora brasileira Mart'nália, que se apresentou na noite da última quinta-feira no Zankel Hall, em Nova York.

Jon Pareles, crítico do jornal, afirma que a filha de Martinho da Vila exibiu o "espectro completo" do samba brasileiro em uma apresentação "arejada" e "casualmente de longo alcance".

"A voz dela é um contralto fumegante e não-forçado, que mistura relaxamento e expressões de saudade, e não é excessivamente preocupada em alcançar todas notas de maneira precisa", escreve Pareles, no texto com o título 'Princesa do samba brasileiro encontra graça na síncope'.

"Ela faz cada música parecer absolutamente natural, seja ao emitir sinceramente as notas de uma melodia pop, ao dividir as sílabas com as backing vocals ou ao lançar síncopes precisas contra a batida do samba", acrescenta o crítico.

Vanunu livre

O jornal israelense Jerusalem Post publica um editorial sobre a libertação do ex-técnico do setor nuclear israelense Mordachai Vanunu, que passou 18 anos na prisão por ter revelado segredos nucleares de Israel.

O editorial afirma que Vanunu não deve ser proibido de deixar o país que ele não reconhece mais como pátria. Ao contrário, diz o jornal, "esse era um direito que ele deveria ter exercido antes de trair os segredos de Israel".

O Jerusalem Post afirma que Vanunu pode ainda ser uma ameaça, mas isso deveria ter sido levado em conta no seu julgamento, em 1986.

O texto diz que o ex-técnico nuclear vai se tornar uma "ferramenta útil" para campanhas anti-Israel e que o dano cumulativo que ele vai continuar a causar a Israel vai exceder consideravelmente o dano que ele causou como espião.

Na Grã-Bretanha, no entanto, um editorial do jornal The Guardian diz que a publicidade em torno da libertação de Vanunu é uma "rara oportunidade" para se fazer um balanço sobre o "perverso silêncio" em relação ao poder nuclear de Israel.

"Quaisquer que tenham sido os argumentos no passado, o mundo agora exige total transparência daqueles que podem possui armas de destruição em massa", afirma o editorial.

O jornal diz ainda que a "maneira desumana" como Vanunu foi tratado na prisão deve ser "deplorada".

De acordo com o Guardian, o ex-técnico nuclear pode ser um traidor do Estado israelense, como disse Shimon Peres, "mas, ao expor um segredo que precisava ser revelado, ele demonstrou uma responsabilidade maior para com a humanidade", conclui o jornal britânico.

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