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Atualizado às: 10 de maio, 2004 - 19h01 GMT (16h01 Brasília)
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Ministro britânico nega ter ignorado acusações de abuso no Iraque
Geoff Hoon
Hoon negou ter ignorado relatório apresentado em fevereiro
O ministro britânico da Defesa, Geoff Hoon, negou nesta segunda-feira que o governo tenha ignorado acusações de abusos de prisioneiros por soldados britânicos no Iraque.

Hoon disse ao Parlamento que só recentemente recebeu um relatório concluído em fevereiro pela Cruz Vermelha Internacional.

A Cruz Vermelha confirmou que os detalhes do relatório apresentado ao governo britânico "vazaram" e apareceram no site do Wall Street Journal na semana passada.

O documento denuncia atos de tortura física e psicológica cometidos contra prisioneiros, muitos deles provocando mortes.

O relatório diz ainda que autoridades da Cruz Vermelha ficaram sabendo, por meio de funcionários dos serviços de inteligência da coalizão liderada pelos Estados Unidos, que cerca de 90% dos iraquianos detidos foram presos por engano.

Processos

Diante do Parlamento britânico, o ministro da Defesa afirmou que o governo está decidindo se vai ou não processar soldados britânicos por duas acusações de abusos de prisioneiros iraquianos.

Geoff Hoon pediu desculpas a todos os iraquianos que tenham sido maltratados e afirmou que o governo está investigando 33 reclamações de abusos. De acordo com o ministro, no entanto, muitas das denúncias não têm fundamento.

Horas antes das declarações de Hoon, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, também pediu desculpas pelos maus-tratos cometidos por soldados britânicos a prisioneiros no Iraque.

Em uma entrevista a uma emissora de televisão francesa, Blair prometeu que os responsáveis pelos casos de tortura serão punidos de acordo com as regras militares.

"Pedimos profundas desculpas a quem quer que tenha sido maltratado por algum de nossos soldados", declarou Blair. "Isso é absolutamente e totalmente inaceitável."

O primeiro-ministro prosseguiu com palavras parecidas às utilizadas pelo presidente americano, George W. Bush, ao falar sobre casos de tortura por tropas dos Estados Unidos.

"Espero que as pessoas entendam que isso não é o que a maioria de nossos soldados está fazendo lá (no Iraque). As atividades de uns poucos (...) não devem desacreditar o trabalho feito pela vasta maioria."

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