|
ONU diz 'levar a sério' ameaças e amplia segurança de Annan | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização das Nações Unidas (ONU) disse que está levando a sério uma suposta oferta feita pelo líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, de recompensar com ouro quem matar altos funcionários da entidade e da administração americana no Iraque. A ONU também anunciou que está reforçando a segurança em torno do secretário-geral Kofi Annan. Na quinta-feira, uma página na internet publicou uma nota atribuída a Bin Laden oferecendo dez quilos de ouro para quem matar Annan, o enviado especial da ONU ao Iraque, Lakhdar Brahimi, ou o líder da administração civil americana no Iraque, Paul Bremer. No mesmo dia, segundo a agência de notícias Associated Press, uma entidade que representa as pessoas que trabalham na ONU aprovou uma resolução criticando Annan por enviar funcionários da entidade ao Iraque apesar dos perigos que existem no país. Cruzados Na resolução, o Conselho de Funcionários da ONU diz que está “consternado com o fato de que o secretário-geral continua enviando funcionários ao Iraque apesar do ambiente altamente volátil e inseguro do momento”. Na nota atribuída a Bin Laden, a ONU é qualificada como um instrumento dos “cruzados”, uma referência à coalizão liderada pelos Estados Unidos, e é acusada de entregar territórios palestinos a Israel. Lakhdar Brahimi, que está trabalhando na viabilização do governo provisório que vai liderar o Iraque após a entrega do poder pelos Estados Unidos, no final de junho, acabou de retornar ao país. A suposta mensagem de Bin Laden foi divulgada em um site da internet conhecido por atrair extremistas islâmicos e teria sido uma transcrição de uma gravação feita pelo líder da Al-Qaeda. A autenticidade da declaração não foi confirmada, mas analistas dizem que ela tem um estilo de redação semelhante a mensagens anteriores de Bin Laden, em que são feitas referências ao Corão. Por outro lado, nunca antes o dissidente saudita ofereceu recompensas por missões que ele considera serem deveres religiosos. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||