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Líder de província rebelde deixa Geórgia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Geórgia, Mikhail Saakahshvili, confirmou nesta quarta-feira que o líder rebelde da Província de Ajaria deixou a região. O líder, Aslan Abashidze, teria embarcado com sua família em um vôo para Moscou, encerrando semanas de tensão com o governo central do país, que fica no Cáucaso. Manifestantes na capital de Ajaria, Barumi, festejaram a saída de Abashidze, que, segundo um de seus seguranças, determinou que sua milícia de elite entregasse suas armas às autoridades. Em março, o presidente Saakahshvili havia sido impedido de entrar em Ajaria, uma província semi-autônoma e tradicionalmente insubordinada ao governo da ex-república soviética. Unificação
Falando na TV do país, Saakahshvili disse que Abashidze, que estava no poder em Ajaria desde os tempos da União Soviética, havia “fugido” e que Ajaria estava “livre”. Anteriormente, ele disse que havia pedido à Rússia que concedesse ao rebelde asilo político e que não iria pedir sua extradição, apesar dos “graves crimes” que cometeu. Segundo a correspondente da BBC na capital georgiana Chloe Arnold, Tblisi, a saída de Abashidze é ainda efeito da chamada “Revolução da Rosa” ocorrida no ano passado na Geórgia, em que Saakashvili liderou um levante pacífico que afastou o então presidente, Eduard Schevardnadze. Arnold disse que a província de Ajaria era o último bastião do antigo regime no país. “Eu parabenizo a todos pela vitória, no início da unificação da Geórgia. A Geórgia será unificada”, disse o presidente, destacando que uma “nova era” havia começado. Duas outras regiões do país, a Ossétia do Sul e a Abkházia, há anos não estão sob o controle direto das autoridades de Tblisi. |
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