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Líder de levante na Geórgia se declara presidente
O líder da oposição na Geórgia, Mikhail Saakashvili se considera vitorioso nas eleições presidenciais. “Gostaria de agradecer a toda a nação”, disse Saakashvili em uma manifestação na capital Triblisi logo após o fechamento das urnas. Saakashvili, de 36 anos de idade, liderou a revolução popular que derrubou o veterano presidente Eduard Shevardnadze. Se tornar-se de fato presidente, Saakashvili, que se formou em direito nos Estados Unidos, enfrenta grandes desafios já que a Geórgia permanece um país instável, com crime e corrupção generalizados. “Uma nova Geórgia” Ele disse à BBC que sua prioridade seria “combater seriamente a corrupção”. Saakashvili elogiou o que considera “a primeira eleição realmente limpa” no país. Os resultados oficiais devem ser divulgados na segunda-feira, porém pesquisas de boca de urna não oficiais, divulgadas pela televisão da Geórgia, sugerem que Saakashvili conquistou 85.8% dos votos. Seu concorrente mais próximo teria alcançado apenas 0.4% do eleitorado. “Não é apenas a minha vitória, mas do povo da Geórgia. Quero que nos unamos para construirmos uma nova Geórgia”, ele disse a multidão. “Mais ação, menos conversa” Mais da metade do eleitorado votou na eleição presidencial, validando o pleito. Saakashvili representa a principal coligação dos partidos de oposição do país, que se uniram para derrubar Shevardnadze após as controversas eleições parlamentares de Novembro. Mesmo Shevardnadze, que ainda mora em uma residência presidencial, aprovou seu provável sucessor. “Ele (Saakashvili) é jovem, tem muita energia e recebeu uma boa educação. Se ele trabalhar, tudo ficará bem”, disse Shevardnadze antes de alertar que agora é hora de “mais ação e menos conversa.” Futuro A população da Geórgia está também desesperada para ver o fim da pobreza que aflige grande parte do país. O novo presidente herdará uma grande dívida externa de US$ 1,7 bilhões (mais de R$ 5 bilhões) A atenção da comunidade internacional estará voltada para o projeto de oleoduto avaliado em US$ 2,7 bilhões (mais de R$ 8 bilhões), que deve conduzir petróleo através do país para os mercados ocidentais. A Rússia pretende manter a Geórgia, que integrava a antiga União Soviética, dentro da sua esfera de influência, e está cautelosa com relação às tendências pró-ocidente de Saakashvili. A eleição não foi reconhecida em duas regiões, Abkhazia e Odessa do Sul. |
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