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Atiradores interrompem protesto da oposição na Georgia
Cerca de 50 homens armados vestidos com roupas civis deram tiros em uma manifestação contra o o governo da Georgia na cidade de Zugdidi, no oeste do país. Segundo a televisão local, o grupo tomou controle do estádio onde a manifestação acontecia. Testemunhas disseram à agência France Presse que eles dispararam contra o chão, próximo aos pés dos manifestantes e, em seguida, para cima e em direção à a bandeira do Movimento Nacional – de oposição. O tiroteio teria acontecido quando os atiradores tentaram dispersar a multidão presente no estádio na ex-república soviética. Oposição A polícia estaria presente, mas não interveio. Grupos de oposição dizem que as eleições parlamentares realizadas no último domingo foram fraudadas pelo governo do presidente Eduard Shevardnadze. Os resultados finais ainda não foram divulgados, mas partidos pró-governo líderam segundo os números oficiais. O líder do partido de oposição, Movimento Nacional, Mikhail Saakashvili, que atenderia a manifestação, havia anteriormente pedido a sociedade da Georgia para se unirem em protestos pacíficos contra o governo. Milhares de manifestantes tomaram as ruas da capital Triblísi, no início da semana, exigindo que o presidente aceitasse a derrota e renunciasse. Dois dias de mais protestos foram planejados, com demonstrações em em províncias como Zugdidi, na sexta, seguido por uma grande congregação na capital, no sábado. "Irregularidades" Observadores disseram que as eleições sofreram irregularidades espetaculares. Os resultados, segundo o partido Renascer, liderado por Asian Abashidze, contrastam com as pesquisas de boca-de-urna, que mostram apoio popular para o bloco de oposição. Outra líder de oposição, Nino Burjanadze, uniu-se nas críticas, dizendo que seu bloco boicotará o parlamento. "Não integraremos um parlamento onde a maioria não foi escolhida pelo povo", ela disse. "As eleições na Georgia não foram válidas. As autoridades excluíram milhares de pessoas do direito a voto." O presidente Shevardnadze avisou que processará qualquer um que tentar usar de força para resolver a disputa. |
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