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Atualizado às: 23 de novembro, 2003 - 07h51 GMT (05h51 Brasília)
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Rússia tenta mediar crise na Geórgia
Manifestantes carregam poster do líder da oposição Mikhail Saakashvili
Manifestantes carregam poster do líder da oposição Mikhail Saakashvili

O ministro do Exterior russo, Igor Ivanov, começou a realizar negociações na capital Tbilisi em uma tentativa de mediar a crise na Geórgia.

Ivanov chegou ao país horas depois que simpatizantes da oposição entraram no Parlamento e no escritório do presidente Eduard Shevardnadze.

Shevardnadze declarou estado de emergência e ameaçou usar o Exército para impor a medida, mas o ministro da Defesa, David Tevzadze, dissse que não acredita ser ainda necessário usar a força para restabelecer a ordem.

Milhares de manifestantes mantiveram uma vigília por toda a noite, pedindo a renúncia do presidente por causa de suspeitas de fraude nas eleições parlamentares realizadas no início deste mês.

O correspondente da BBC em Tbilisi, Damian Grammaticas, disse que a multidão não acredita que o Exército irá agir contra eles.

Os Estados Unidos e a ONU (Organização das Nações Unidas) pediram moderação ao presidente em sua tentativa de conter o que ele chama de "golpe", e a oposição, de "revolução de veludo". Líderes em todo o mundo também pediram moderação, e outras ex-repúblicas soviéticas condenaram a ação da oposição.

'Neutro'

Ivanov está se encontrando com representantes dos dois lados para tentar esclarecer a confusão política – Shevardnadze foi forçado a deixar o seu escritório, mas se recusou a renunciar, e a presidente do Parlamento, Nino Burjanadze, disse ter assumido a presidência interinamente.

Soldados na residência presidencial
Forças de segurança não têm interferido

Houve surpresa e aprovação quando Ivanov apareceu no sábado para falar com os manifestantes que comemoravam no Parlamento. Ele disse aos manifestantes que está lá para ajudar a encontrar uma saída para a crise.

O principal líder da oposição, Mikhail Saakashvili, disse à BBC que depois de se reunir com o ministro russo por duas horas ele havia obtido uma garantia de que a Rússia não iria usar as suas forças militares no conflito.

O presidente Eduard Shevardnadze declarou estado de emergência horas depois de ter sido retirado do Parlamento, no sábado, e disse que o Exército iria assumir o controle caso os parlamentares recém-eleitos não fossem dado o direito de ratificar a medida.

No entanto, parece pouco provável que os parlamentares irão retomar a suas posições. As Forças Armadas não interferiram por enquanto, e correspondentes dizem que os militares não tentaram impedir o avanço da multidão, no sábado, e alguns até expressaram apoio aos manifestantes.

Tomada do Parlamento

A tomada do Parlamento da Geórgia ocorreu depois de uma grande manifestação pelas ruas de Tbilisi.

Oposicionistas tomam controle do Parlamento
Oposicionistas tomam controle do Parlamento

Os manifestantes entraram no prédio quando o presidente discursava na abertura da primeira sessão dos escolhidos nas eleições legislativas, consideradas fraudulentas por observadores internacionais.

Shevardnadze foi retirado do prédio por seus guarda-costas. Imagens de TV mostraram cenas que lembravam os movimentos que derrubaram governos comunistas no leste europeu há mais de dez anos.

Saakashvili e outros líderes da oposição declararam ter realizado uma outra "revolução de veludo".

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