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Rússia tenta mediar crise na Geórgia
O ministro do Exterior russo, Igor Ivanov, começou a realizar negociações na capital Tbilisi em uma tentativa de mediar a crise na Geórgia. Ivanov chegou ao país horas depois que simpatizantes da oposição entraram no Parlamento e no escritório do presidente Eduard Shevardnadze. Shevardnadze declarou estado de emergência e ameaçou usar o Exército para impor a medida, mas o ministro da Defesa, David Tevzadze, dissse que não acredita ser ainda necessário usar a força para restabelecer a ordem. Milhares de manifestantes mantiveram uma vigília por toda a noite, pedindo a renúncia do presidente por causa de suspeitas de fraude nas eleições parlamentares realizadas no início deste mês. O correspondente da BBC em Tbilisi, Damian Grammaticas, disse que a multidão não acredita que o Exército irá agir contra eles. Os Estados Unidos e a ONU (Organização das Nações Unidas) pediram moderação ao presidente em sua tentativa de conter o que ele chama de "golpe", e a oposição, de "revolução de veludo". Líderes em todo o mundo também pediram moderação, e outras ex-repúblicas soviéticas condenaram a ação da oposição. 'Neutro' Ivanov está se encontrando com representantes dos dois lados para tentar esclarecer a confusão política – Shevardnadze foi forçado a deixar o seu escritório, mas se recusou a renunciar, e a presidente do Parlamento, Nino Burjanadze, disse ter assumido a presidência interinamente.
Houve surpresa e aprovação quando Ivanov apareceu no sábado para falar com os manifestantes que comemoravam no Parlamento. Ele disse aos manifestantes que está lá para ajudar a encontrar uma saída para a crise. O principal líder da oposição, Mikhail Saakashvili, disse à BBC que depois de se reunir com o ministro russo por duas horas ele havia obtido uma garantia de que a Rússia não iria usar as suas forças militares no conflito. O presidente Eduard Shevardnadze declarou estado de emergência horas depois de ter sido retirado do Parlamento, no sábado, e disse que o Exército iria assumir o controle caso os parlamentares recém-eleitos não fossem dado o direito de ratificar a medida. No entanto, parece pouco provável que os parlamentares irão retomar a suas posições. As Forças Armadas não interferiram por enquanto, e correspondentes dizem que os militares não tentaram impedir o avanço da multidão, no sábado, e alguns até expressaram apoio aos manifestantes. Tomada do Parlamento A tomada do Parlamento da Geórgia ocorreu depois de uma grande manifestação pelas ruas de Tbilisi.
Os manifestantes entraram no prédio quando o presidente discursava na abertura da primeira sessão dos escolhidos nas eleições legislativas, consideradas fraudulentas por observadores internacionais. Shevardnadze foi retirado do prédio por seus guarda-costas. Imagens de TV mostraram cenas que lembravam os movimentos que derrubaram governos comunistas no leste europeu há mais de dez anos. Saakashvili e outros líderes da oposição declararam ter realizado uma outra "revolução de veludo". |
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