|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares pedem renúncia de presidente da Geórgia
Milhares de manifestantes estão acampados em frente ao parlamento da capital da Geórgia, Tbilisi. Os manifestantes prometem não deixar o local até que o presidente Eduard Shevardnaze renuncie ao cargo. Com a chegada da noite, o número de manifestantes diminuiu, mas líderes da oposição prometem voltar pela manhã. Segundo a oposição, que organiza o protesto, as eleições parlamentares do domingo passado foram fraudadas em favor do partido do presidente. A comissão central eleitoral suspendeu a contagem dos votos, até que a justiça decida o que fazer. "Há muitas denúncias e até que elas tenham sido avaliadas nos tribunais, eu não vou divulgar mais nenhum resultado, não importa a pressão que estou sofrendo", afirmou Nana Devdariani, que coordena a comissão, à agência AFP. O presidente, que passou o dia em seu escritório perto do parlamento, não se pronunciou. Liderança Antes da suspensão da contagem, os primeiros resultados oficias mostravam que os partidos pró-governo lideravam a votação. Mas, de acordo com observadores, as eleições foram marcadas por sérias irregularidades. De acordo com a correspondente da BBC em Tbilisi, Chlor Arnold, a razão real dos protestos é a insatisfação da população, que culpa Shevardnaze pela queda na qualidade de vida desde o colapso da União Soviética, em 1991. Na sexta-feira, houve protestos violentos. Duas pessoas morreram quando um grupo de 50 pessoas abriu fogo contra uma manifestação anti-governo na cidade de Zugdidi. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||