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Atualizado às: 05 de maio, 2004 - 10h37 GMT (07h37 Brasília)
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Tiroteios matam três pessoas em Karbala, no Iraque
Advogados querem um inquérito sobre morte de prisioneiros
Advogados querem um inquérito sobre morte de prisioneiros
Novos choques ocorreram entre forças lideradas pelos americanos e milicianos leais ao clérigo Moqtada Sadr, na cidade de Karbala, no Iraque.

Os tiroteios durante a noite deixaram três pessoas mortas, incluindo um soldado da coalizão, cuja nacionalidade não foi divulgada.

Soldados da Bulgária e Polônia também estão na cidade, assim como dos Estados Unidos.

Os últimos choques em Karbala ocorrem no momento em que líderes da comunidade xiita iraquiana estão reunidos em Bagdá para tentar por fim nos confrontos entre Moqtada Sadr e as forças americanas.

Os líderes xiitas pediram que o clérigo retirasse suas milícias das cidades de Najaf e Karbala e alertaram que as tropas americanas devem ficar fora dessas duas cidades, consideradas sagradas.

Justiça

Na Holanda, tiveram início, também nesta quarta-feira, as reuniões para estabelecer uma Suprema Corte no Iraque.

Uma delegação 25 juízes iraquianos estão reunidos com outros juízes e especialistas em leis dos Estados Unidos, Europa e da Corte Internacional de Justiça.

A Suprema Corte do Iraque deverá ter jurisdição exclusiva em áreas como direitos básicos dos cidadãos e disputas entre as regiões, se uma constituição federal for instituída no país.

Ainda não foi esclarecido se a corte vai ser estabelecida antes das eleições gerais no Iraque, que devem ocorrer em janeiro de 2005.

Inquérito

Ainda nesta quarta, advogados trabalhando em nome de 12 famílias de prisioneiros iraquianos que foram mortos por soldados britânicos desde o início da ocupação do país disseram que vão entrar com um recurso junto à Suprema Corte britânica.

Os advogados querem a abertura de um inquérito independente para determinar que o Ministério da Defesa britânico assuma responsabilidade legal pelas mortes.

Se os advogados conseguirem este inquérito, a Justiça poderá decidir se as forças armadas britânicas em ocupação estão sujeitas à Lei de Direitos Humanos de 1998.

O Ministério da Defesa britânico deve argumentar que, porque os iraquianos não têm direitos de acordo com a Convenção dos Direitos Humanos Européia, esta não se aplica aos soldados britânicos no Iraque.

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