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Tiroteios no Iraque deixam 12 mortos em Karbala | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Autoridades americanas confirmaram que 12 pessoas morreram nesta quarta-feira em confrontos entre tropas americanas e mílicias leais ao clérigo Moqtada Al-Sadr, próximo à cidade santa de Karbala. Entre os mortos, dez eram ligados a Moqtada Al-Sadr e os outros dois eram membros da coalizão liderada pelos Estados Unidos. O Exército confirmou que um deles, de nacionalidade americana, morreu em um dos pontos de inspeção que foi atacado por um caminhão. O general americano Mark Kimmit disse que as outras mortes ocorreram durante a ação militar americana em prédios que haviam sido tomados pelos xiitas. Soldados de Bulgária e Polônia também estão na cidade, assim como militares dos Estados Unidos. Os últimos choques em Karbala ocorreram no momento em que líderes da comunidade xiita iraquiana foram a Bagdá para tentar acabar com os confrontos entre as milícias de Moqtada Al-Sadr e as forças americanas. Os líderes xiitas pediram que o clérigo retirasse suas milícias das cidades de Najaf e Karbala e alertaram que as tropas americanas devem ficar fora dessas duas cidades, consideradas sagradas. Justiça Na Holanda, tiveram início, também nesta quarta-feira, as reuniões para estabelecer uma Suprema Corte no Iraque. Uma delegação de 25 juízes iraquianos se reuniu com outros juízes e especialistas em leis dos Estados Unidos, Europa e da Corte Internacional de Justiça. A Suprema Corte do Iraque deverá ter jurisdição exclusiva em áreas como direitos básicos dos cidadãos e disputas entre as regiões, se uma Constituição federal for instituída no país. Ainda não foi esclarecido se a corte vai ser estabelecida antes das eleições gerais no Iraque, que devem ocorrer em janeiro de 2005. Inquérito Ainda nesta quarta, advogados que representam 12 famílias de prisioneiros iraquianos mortos por soldados britânicos desde o início da ocupação do Iraque disseram que vão entrar com um recurso junto à Suprema Corte britânica. Os advogados querem a abertura de um inquérito independente para determinar que o Ministério da Defesa britânico assuma responsabilidade legal pelas mortes. Se os advogados conseguirem a abertura do inquérito, a Justiça poderá decidir se as Forças Armadas britânicas que ocupam o Iraque estão sujeitas à Lei de Direitos Humanos de 1998. O Ministério da Defesa britânico deve argumentar que, como os iraquianos não têm direitos de acordo com a Convenção dos Direitos Humanos Européia, a lei não se aplica aos soldados britânicos no Iraque. |
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