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Ex-diplomatas criticam Bush por abordagem do Oriente Médio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 50 ex-diplomatas americanos apresentaram nesta segunda-feira uma carta ao presidente do país, George W. Bush, protestando sobre a política adotada pelo governo em relação ao Oriente Médio. Na carta, divulgada pela agência de notícias Reuters, os ex-diplomatas dizem que a postura assumida por Bush está fazendo com que os Estados Unidos percam credibilidade, prestígio e amigos. Os ex-diplomatas criticaram especialmente o que qualificaram de apoio “inconseqüente” dado por Washington ao primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, dizendo-se preocupados com o respaldo de Bush à última proposta de paz do premiê. O plano, que prevê a retirada israelense da Faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia, foi rejeitado no fim de semana em uma votação de membros do partido de Sharon, o Likud. Quarteto A carta divulgada pelos ex-diplomatas é semelhante à apresentada por 53 ex-diplomatas da Grã-Bretanha na semana passada ao premiê britânico Tony Blair. De acordo com o correspondente da BBC em Washington Jon Leyne, funcionários do governo que apóiam Sharon podem argumentar que o Departamento de Estado americano sempre manteve uma postura mais cética em relação a Israel. O próprio primeiro-ministro israelense sempre preferiu negociar diretamente com a Casa Branca em vez de dialogar com representantes do departamento. Nesta terça-feira, representantes dos Estados Unidos, da União Européia, da Rússia e da ONU (Organização das Nações Unidas) – grupo conhecido como quarteto - devem ter uma reunião em Nova York para discutir o futuro do plano de paz que estava sendo negociado antes de Sharon apresentar sua proposta. A correspondente da BBC na ONU Susannah Price, disse que a rejeição da proposta de Sharon pelo Likud deve ser discutida, assim como formas de dar novo impulso ao processo de paz no Oriente Médio. Os membros do quarteto já manifestaram visões diferentes sobre a proposta do primeiro-ministro de Israel. Enquanto os Estados Unidos argumentam que Israel não precisa se retirar totalmente dos territórios palestinos que ocupa, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que a retirada de Gaza, sugerida por Sharon, é bem-vinda apenas como parte de um processo amplo de paz. |
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