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Entrega de poder no Iraque em junho é possível, diz ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O enviado especial da ONU ao Iraque, Lakhdar Brahimi, disse nesta terça-feira que acha possível uma transferência de poder sobre o país aos iraquianos no dia 30 de junho, apesar de considerar o prazo apertado. Brahimi disse também que seria viável inclusive selecionar, ainda no final de maio, um governo interino para receber o poder dos americanos - dando um mês para os membros da entidade se prepararem para a tarefa de governar o Iraque. O enviado da ONU defendeu que o governo interino saiba de forma “clara e cristalina” como será sua relação com “as antigas forças de ocupação e quaisquer forças estrangeiras que permaneçam no país”. Ele disse ainda que a situação no país ocupado pelos Estados Unidos é “extremamente preocupante” - e que quanto mais cedo um governo confiável assuma o poder no Iraque, melhor. Segundo Brahimi, não há alternativa à busca de uma solução política para os problemas iraquianos, mas que tal saída está sendo buscada em um clima de suspeita e ansiedade. Conferência Brahimi apresentou suas impressões sobre o Iraque ao Conselho de Segurança e à Assembléia Geral da ONU nesta terça-feira. Ele se disse especialmente preocupado com os contínuos enfrentamentos entre as forças americanas e grupos locais na cidade de Fallujah. O enviado especial da ONU lançou a idéia de realizar uma conferência nacional com pelo menos mil iraquianos no mês de julho. Ele disse que isso proporcionaria uma oportunidade para o país discutir o seu passado, preparar-se para as eleições e discutir medidas que visem criar confiança e promover a reconciliação nacional. Os participantes da conferência seriam selecionados por um comitê de iraquianos ilustres. |
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