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EUA oferecem ajuda humanitária à Coréia do Norte | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos ofereceram ajuda humanitária para que a Coréia do Norte possa lidar com os estragos provocados pelo acidente de trem que matou pelo menos 160 pessoas e deixou cerca de 1,3 mil feridos, na última quinta-feira. A informação foi dada pelo secretário de Estado Colin Powell. Powell disse que Washington ofereceria ajuda financeira e, possivelmente, outras formas de auxílio, e que trabalhará com a ONU para determinar o que será necessário. A Coréia do Norte disse aceitar ajuda internacional, embora tenha rejeitado uma oferta da Coréia do Sul que se propôs a enviar suprimentos através da zona desmilitarizada que divide os dois países. A Coréia do Sul afirma que planeja buscar uma outra rota, por via marítima, que levará mais tempo para chegar ao destino. Aproximação Segundo Charles Scanlon, correspondente da BBC na capital sul-coreana, algumas pessoas na Coréia do Sul acreditam que a ocasião pode ser uma oportunidade para a criação de um clima de confiança com uma das sociedades mais fechadas do mundo. Scanlon afirma, no entanto, que a Coréia do Norte desconfia do mundo exterior mesmo quando a oferta é de ajuda. A ajuda tem sido enviada pela China e por outras partes da Coréia do Norte. O governo chinês e a Coréia do Sul prometeram US$ 1 milhão cada em ajuda aos norte-coreanos. O acidente da última quinta-feira foi provocado pela queda de um cabo de alta-tensão sobre vagões que carregavam produtos inflamáveis. Olhos Funcionários de organizações humanitárias revelaram nesta segunda-feira que os feridos estão sofrendo com a falta de suprimentos médicos. "A maioria dos ferimentos é facial. Muitas pessoas perderam os olhos, algumas infelizmente perderam os dois olhos", afirma Masood Hyder, do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas. De acordo com Tony Banbury, funcionário do Programa Mundial de Alimentos citado pela agência de notícias Associated Press, crianças estavam sendo examinadas em cima de gaveteiros em um hospital superlotado. O acidente se tornou uma rara oportunidade para que estrangeiros vejam o interior de um dos países mais isolados do mundo. "Nós vimos crianças rolando e gemendo de dor, muitas com vários cortes no rosto", disse Banbury à AP. Segundo Hyder, os funcionários de hospitais locais estavam tentando lidar com as conseqüências do desastre, mas "admitiam que precisavam de tudo". Hyder afirma que há uma grande incidência de queimaduras por causa do ar quente e das chamas produzidas pela explosão. Os voluntários estrangeiros descreveram cenas de devastação total em um raio de 200 metros em volta do local do acidente. |
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