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Atualizado às: 22 de abril, 2004 - 13h20 GMT (10h20 Brasília)
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Militantes são expulsos do quartel de Arafat na Cisjordânia
Ariel Sharon
Ariel Sharon espera apoio para seu plano em Gaza e na Cisjordânia
Cerca de 20 militantes palestinos procurados por Israel foram forçados a deixar o complexo onde funciona o quartel-general do líder palestino Yasser Arafat, na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, onde eles estavam refugiados.

Israel estava pressionando a liderança palestina para que os 'fugitivos' deixassem o local, o que aumentou o temor de que a presença deles seria uma razão para um ataque ao quartel-general de Arafat.

Relatos indicam que a maior parte dos militantes era formada por membros da Brigada dos Mártires Al-Aqsa, um grupo armado ligado ao Fatah.

Ali Barghuti, um dos líderes do grupo na Cisjordânia, acusou Arafat de abandonar a causa palestina e de ser muito conivente com Israel.

Ataques

Em outro incidente nesta quinta-feira, três chefes de um grupo militante palestino foram mortos por tropas israelenses na cidade de Tulkarm, na Cisjordânia.

Segundo fontes locais, eles pertenceriam ao grupo Brigada dos Mártires de Al-Aqsa.

As operações do Exército israelense na Faixa de Gaza também prosseguem, pelo terceiro dia consecutivo, com tropas explodindo prédios em Beit Lahiya.

Um menino de 16 anos foi morto, elevando o número de mortos na região para 14 desde o início dos choques.

Segundo a agência de notícias AFP, um centro de pessoas deficientes estava entre os prédios atingidos nesta quinta-feira.

De acordo com um porta-voz do Exército israelense, o prédio estava vazio no momento do ataque.

Testemunhas afirmam que soldados entraram em Tulkarm ao amanhecer, e um intenso tiroteio foi ouvido.

Planos

Israel afirma que está tentando destruir estações de lançamento de foguetes de fabricação caseira que estavam sendo disparados contra alvos do país.

Choques em Gaza explodiram desde que Sharon anunciou planos unilaterais de retirar assentamentos israelenses da região, em fevereiro, ao mesmo tempo em que anunciou a intenção de manter parte da Cisjordânia sob controle de Israel.

Os recentes assassinatos de dois líderes do Hamas, Ahmed Yassin e Abdel Aziz Al-Rantissi, também levaram ao crescimento das tensões em Gaza.

Nesta quinta-feira, Sharon minimizou a última pesquisa realizada com membros do seu partido, o Likud, que mostraram uma crescente oposição ao seu plano de deixar Gaza e desmantelar assentamentos isolados na Cisjordânia.

"Qualquer pessoa que queira que Israel tenha iniciativa, que lidere e não seja liderado, precisa apoiar esse plano", disse. O Likud realizará um referendo obrigatório sobre o plano no dia 2 de maio.

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