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Milhões votam na primeira eleição eletrônica da Índia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dezenas de milhões indianos votaram na primeira eleição completamente computadorizada do país. A primeira fase da votação na maior democracia do mundo, com 670 milhões de eleitores, foi relativamente tranquila. Ocorreram incidentes violentos apenas em Jammu, Caxemira e na remota região do nordeste do país. A eleição acontece em quatro fases principais, divididas ao longo de três semanas, em parte para permitir o posicionamento de dois milhões de delgados eleitorais. Um quarto dos eleitores poderia votar nessa terça-feira em 13 Estados e três territórios da União. O comparecimento foi grande no norte do país, mas o forte calor foi apontado como causa para o não Elefantes O processo eleitoral termina em 10 de maio. Os resultados nacionais das eleições devem ser conhecidos por volta do dia 13 de maio. As máquinas de votação foram levadas, às vezes até por elefantes, a dezenas de milhares de postos eleitorais, das montanhas do Himalaia, no norte, às florestas subtropicais, no sul do país. Logo após o início da votação, um soldado foi morto e seis civis ficaram feridos em ataques atribuídos a militantes separatistas em postos eleitorais na disputada região da Caxemira. Autoridades policiais afirmaram à agência de notícias Associated Press (AP) que os militantes abriram fogo contra um soldado que vigiava um posto eleitoral no povoado de Rafiabad, cerca de 60 km ao norte de Srinagar, capital de verão de De acordo com a AP, os seis civis foram feridos em outro incidente, quando uma bomba explodiu no lado de fora de um posto eleitoral perto de Bandipore. Segurança As eleições gerais na Índia são divididas em cinco fases para permitir que uma grande operação de segurança, com cerca de dois milhões de oficiais envolvidos, se movimente pelo país. Pesquisas de opinião indicam que o Partido Bharatiya Janata, grupo hindu nacionalista que domina a atual coalizão de governo, deve conquistar a maioria dos votos, mas o partido Congresso, principal grupo de oposição, tem crescido nas sondagens. O primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, convocou as eleições com cinco meses de antecedência, na expectativa de que os recentes índices econômicos positivos e o processo de paz com o Paquistão garantam um bom desempenho da coalizão de governo na votação. Adam Mynott, correspondente da BBC em Nova Déli, afirma, no entanto, que assuntos locais, distritais ou estaduais vão provavelmente dominar a atenção dos eleitores indianos. Vajpayee surpreendeu seus aliados ao defender uma maioria absoluta do Partido Bharatiya Janata, que lidera a Aliança Democrática Nacional. "Minha preocupação agora é se nós estamos de novo ligados a uma coalizão de 22 partidos. Esse tipo de situação é melhor evitar", disse o primeiro-ministro ao jornal Times of India. O partido de Vajpayee tentou minimizar a imagem de grupo hindu de linha-dura durante a campanha e buscou o apoio do eleitorado muçulmano. Os principais trunfos eleitorais do primeiro-ministro foram a expectativa de crescimento de 8% da economia indiana em 2004 e a retomada das negociações de paz com o Paquistão. O partido Congresso, liderado por Sonia Gandhi, afirma que o crescimento econômico não tem beneficiado a população pobre das áreas rurais e que o processo de paz com o Paquistão não impressiona. A oposição também critica o nacionalismo hindu do Partido Bharatiya Janata, apontado pelo Congresso como uma ameaça à tradição secular da Índia. |
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