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Atualizado às: 18 de abril, 2004 - 17h56 GMT (13h56 Brasília)
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Milhares pedem vingança no enterro do líder do Hamas
Carro de Abdel-Aziz Rantissi após ataque israelense
Carro foi atingido por mísseis disparados de um helicóptero israelense
Dezenas de milhares de palestinos foram às ruas participar de um cortejo em homenagem a Abdel-Aziz Rantissi, líder do do Hamas morto em um ataque israelense no sábado.

A multidão, que incluía militantes palestinos armados, clamava por vingança ao mesmo tempo em que jogava flores no corpo de Rantissi, que estava coberto por uma bandeira verde do Hamas.

O corpo de Rantissi foi enterrado em seguida ao lado do corpo do xeque Ahmed Yassin, líder espiritual do Hamas assinado por Israel no mês passado.

O grupo radical anunciou que já nomeou um substituto para Rantissi, assassinado no sábado em um ataque de mísseis disparados por um helicóptero israelense contra seu carro na Cidade de Gaza.

Após a morte de Rantissi, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, parabenizou o Exército pela ação, segundo a rádio oficial israelense, e disse que a política de assassinatos de líderes de grupos palestinos armados vai continuar.

Segredo

Por meio de um comunicado, o grupo disse que manterá a identidade do substituto em segredo por razões de segurança, depois que dois de seus líderes foram assassinados por Israel em menos de um mês.

No mês passado, Israel matou o líder espiritual do Hamas e prometeu atacar todos os líderes do grupo palestino.

Desde então, Rantissi, que foi enterrado neste domingo na Cidade de Gaza, era considerado um dos alvos principais de Israel.

As duas pessoas que estavam com Rantissi no carro, aparentemente o seu filho e um guarda-costas, morreram instantaneamente.

Rantissi chegou a ser levado para o hospital e ser operado, mas acabou não resistindo aos ferimentos.

O ataque contra o carro onde Rantissi viajava ocorreu apenas horas depois que um atentado suicida matou um policial israelense no posto de passagem de Erez, ao norte de Gaza.

'Mais determinado'

O correspondente da BBC em Gaza Peter Greste diz que o grupo já havia jurado vingança pela morte de Yassin e, ainda assim, não houve retaliação desde então. No entanto, diz Greste, o grupo está agora ainda mais determinado a atacar Israel.

Desde que Yassin morreu, o líder supremo do Hamas é Khaled Meshaal, que vive no exílio.

Abdel-Aziz Rantissi era considerado um membro da linha dura do Hamas e sempre se posicionou contra comprometimentos com o Estado de Israel.

O momento em que ocorre o ataque é particularmente importante porque o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, acaba de receber o apoio do presidente George W. Bush, para o seu polêmico plano de "desengajamento", que prevê ações unilaterais de Israel em territórios palestinos.

O plano consiste principalmente na retirada das tropas e de assentamentos judaicos de Gaza e a manutenção de assentamentos israelenses na Cisjordânia, o que poderia significar a anexação de parte dos territórios palestinos por Israel.


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