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Líder do Hamas assassinado era tido como 'linha dura' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Abdel-Aziz Rantissi, morto neste sábado em um ataque israelense a seu carro, havia sido escolhido em março pelo grupo palestino Hamas para assumir as funções do xeque Ahmed Yassin, também assassinado em ataque israelense, na Faixa de Gaza. Rantissi era tido como um membro da linha dura do grupo, e sua escolha indicaria uma radicalização das posições do Hamas. No ano passado, Rantissi resistiu ao pedido do ex-primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas por um cessar-fogo que daria uma chance para o plano de paz então patrocinado pelos Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU. Rantissi sempre argumentou que os palestinos têm o direito de resistir a Israel de todas as maneiras possíveis, incluindo ataques suicidas a bomba. Respostas "Eles não são terroristas", disse Rantissi ao jornal Kut al-Arab em 1998. "Eles são uma resposta aos indivíduos, ao governo e ao terrorismo de Israel contra os civis palestinos." Rantissi se dizia um dos sete fundadores do Hamas. Ele também era considerado o segundo líder mais importante do grupo, atrás apenas de Yassin. Nascido em 1947, Rantissi estudou medicina no Egito. Durante os anos 70, enquanto cursava a faculdade, se interessou pelo grupo muçulmano Brotherhood, que fazia oposição ao governo egípcio. Rantissi conseguiu lugar de destaque no grupo Hamas durante a primeira intifada, no final dos anos 80 e início dos anos 90. Prisões Rantissi foi preso várias vezes por Israel durante a intifada, sendo que, em uma das ocasiões, passou dois anos e meio na prisão. Em 1992, ele estava entre os mais de 400 militantes islâmicos deportados para o Líbano. Em 1998, foi preso por oficiais palestinos depois de pedir que membros da Autoridade Palestina renunciassem. Rantissi acusou na época a Autoridade Palestina de ter colaborado com Israel na morte de um produtor de bombas do Hamas. A Suprema Corte de Justiça da Palestina ordenou que ele fosse solto após dois meses. Mesmo assim, Rantissi continuou a criticar a Autoridade Palestina com regularidade, acusando seus membros por aceitarem os acordos com Israel como parte do plano de paz. Em junho de 2003, ele condenou o ex-primeiro-ministro palestino Abbas por participar de uma conferência com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e o presidente americano, George W. Bush, na Jordânia. Segundo ele, o discurso de Abbas "foi inaceitável". |
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