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Atualizado às: 17 de abril, 2004 - 18h22 GMT (14h22 Brasília)
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Ataque de Israel em Gaza mata líder do Hamas
Carro de Abdel-Aziz Rantissi após ataque israelense
Carro foi atingido por mísseis disparados de um helicóptero israelense
O novo chefe do grupo extremista Hamas na Faixa de Gaza, Abdel-Aziz Rantissi, morreu neste sábado depois que um ataque de mísseis disparados por um helicóptero israelense atingiu seu carro na Cidade de Gaza.

As duas pessoas que estavam com Rantissi no carro – aparentemente o seu filho e um guarda-costas – morreram instantaneamente.

O próprio Rantissi chegou a ser levado para o hospital e ser operado, mas acabou não resistindo aos ferimentos.

O ataque ocorreu apenas horas depois que um atentado suicida matou um policial israelense no posto de passagem de Erez, ao norte de Gaza.

No mês passado, Israel matou o líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, e prometeu atacar todos os líderes do grupo palestino. Desde então, Rantissi era considerado um dos alvos principais de Israel.

Logo após a morte do líder do Hamas, um ministro israelense, Uzi Landau, disse que o país continuaria com sua política de "eliminar terroristas".

'Vingança'

Logo após o ataque, milhares de palestinos saíram às ruas na Cidade de Gaza para manifestar a sua revolta.

Uma das lideranças do Hamas, Ismail Haniya, disse que a morte de Abdel-Aziz Rantissi "será vingada".

"Israel vai se arrepender disso," disse Haniya, no hospital onde Rantissi morreu.

O correspondente da BBC em Gaza Peter Greste diz que o grupo já havia jurado vingança pela morte de Yassin e, ainda assim, não houve retaliação desde então. No entanto, diz Greste, o grupo está agora ainda mais determinado a atacar Israel.

Desde que Yassin morreu, o líder supremo do Hamas é Khaled Meshaal, que vive no exílio.

Abdel-Aziz Rantissi era considerado um membro da linha dura do Hamas e sempre se posicionou contra comprometimentos com o Estado de Israel.

O momento em que ocorre o ataque é particularmente importante porque o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, acaba de receber o apoio do presidente George W. Bush, para o seu polêmico plano de desengajamento, que prevê ações unilaterais de Israel em territórios palestinos.

O plano consiste principalmente na retirada das tropas e de assentamentos judaicos de Gaza e o aumento da presença israelense na Cisjordânia.

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