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EUA apresentam exigências a rebeldes em Falluja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O general americano Mark Kimmitt afirmou neste sábado que os rebeldes sunitas que atuam na cidade iraquiana de Falluja devem renunciar às armas e entregar os responsáveis pelas mortes de quatro civis americanos assassinados no final de março – incidente que deu início à reação militar dos Estados Unidos. Kimmitt concedeu uma entrevista coletiva em meio às negociações entre uma delegação de membros do Conselho de Governo iraquiano, indicado pelos Estados Unidos, e líderes locais em uma tentativa de buscar uma solução para o conflito, que já dura seis dias, entre os rebeldes sunitas e as forças americanas. De acordo com o general, se as negociações não derem resultado, as tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos vão reiniciar a ofensiva contra os rebeldes em Falluja. Kimmitt anunciou que dois batalhões de combate, incluindo paramilitares iraquianos, foram enviados a Falluja para ajudar as forças americanas. O comandante dos Estados Unidos disse que espera uma resposta dos negociadores nas próximas horas. Além disso, o general revelou também que cinco combatentes estrangeiros – de Egito, Sudão e Síria – estavam entre os homens detidos pelas tropas americanas durante os combates em Falluja. Cessar-fogo Horas antes, o general havia dito que as forças americanas estavam prontas para aceitar um cessar-fogo em Falluja, caso os militantes sunitas que atuam na cidade obedecessem a trégua. "O que nós estamos procurando é um cessar-fogo bilateral no campo de batalha para que então nós possamos permitir negociações", disse Kimmitt. O Conselho de Governo já havia pedido um "cessar-fogo imediato" e relatos indicam que os membros do órgão teriam ficado furiosos porque não foram informados sobre a ofensiva americana na região. Centenas de civis foram mortos nos conflitos dos últimos dias em Falluja e um número cada vez maior de mulheres e crianças tem tentado abandonar a cidade. De acordo com a coalizão liderada pelos Estados Unidos, pelo menos 42 soldados americanos foram mortos em combates no Iraque desde o último domingo. Outros combates Durante a madrugada deste sábado, novos combates foram registrados entre rebeldes iraquianos e soldados americanos na cidade de Baquba, ao norte de Bagdá.
Os confrontos começaram com ataques coordenados de mísseis contra um posto policial iraquiano, o escritório do administrador da cidade e um complexo utilizado pelo departamento de assuntos civis das tropas americanas. Em seguida, os soldados americanos dispararam tiros de artilharia pesada contra um grupo de cerca de cem homens armados que se juntaram perto de uma ponte que dá acesso à cidade. As autoridades americanas afirmam que pelo menos 40 iraquianos foram mortos e soldados dizem que viram os rebeldes arrastando corpos para longe do local. De acordo com funcionários de um hospital local, pelo menos 11 civis estavam entre os mortos. As tropas americanas também foram alvo de ataques em Bagdá, onde combates foram registrados no distrito sunita de Arthamiya. Durante o confronto, um tanque e um comboio militar americano foram incendiados. Momento difícil O secretário de Estado americano, Colin Powell, admitiu que as forças americanas enfrentam um momento difícil nos combates com milícias sunitas e xiitas no Iraque. Powell afirmou que as rebeliões foram mais fortes do que o esperado, mas insistiu que os planos de transferir a soberania do Iraque para a população iraquiana em junho ainda estão mantidos. O presidente americano, George W. Bush, telefonou para os líderes de Espanha, Polônia e El Salvador – países que têm soldados no Iraque – para discutir a violência dos últimos dias. Uma divisão do Exército americano que deveria deixar o Iraque recebeu ordens para permanecer no país e ajudar no combate contra os rebeldes.
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