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Rebeldes aceitam trégua de 12 horas em Falluja, diz mediador | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A coalizão liderada pelos Estados Unidos e rebeldes sunitas na cidade iraquiana de Falluja concordaram neste sábado em manter um cessar-fogo de 12 horas a partir das 10h de domingo no horário local (3h no horário de Brasília). A informação foi revelada por Hatem Al-Husseini, membro do Partido Islâmico Iraquiano, que participa das negociações com líderes de Falluja para tentar encontrar uma solução para os combates entre tropas americanas e rebeldes iraquianos. A coalizão liderada pelos Estados Unidos se recusou a confirmar a notícia e disse apenas que não comenta a situação das negociações. Centenas de civis foram mortos nos conflitos dos últimos seis dias em Falluja e um número cada vez maior de mulheres e crianças tem tentado abandonar a cidade. Ameaça Antes do anúncio do acordo, os militantes sunitas haviam afirmado que concordavam com o cessar-fogo se as forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos encerrassem o cerco militar formado ao redor da cidade. Um grupo de militantes que diz ter capturado um civil americano ameaçou matá-lo, caso o cerco a Falluja não seja suspenso. O grupo disse que esperaria apenas até às 6h de domingo (meia-noite de sábado no Brasil). Imagens de TV identificaram o homem como Thomas Hamill, que teria sido capturado em uma taque a um comboio entre Bagdá e Falluja. De acordo com a coalizão liderada pelos Estados Unidos, pelo menos 42 soldados americanos foram mortos em combates no Iraque desde o último domingo. O general americano Mark Kimmitt disse que os rebeldes sunitas que atuam em Falluja devem renunciar às armas e entregar os responsáveis pelas mortes de quatro civis americanos assassinados no final de março – no incidente que deu início ao cerco militar dos Estados Unidos. De acordo com o general, se as negociações não levarem a um cessa-fogo completo, as tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos vão reiniciar a ofensiva contra os rebeldes em Falluja. Kimmitt anunciou que dois batalhões de combate, incluindo paramilitares iraquianos, foram enviados à cidade para ajudar as forças americanas. O general revelou também que cinco combatentes estrangeiros – de Egito, Sudão e Síria – estavam entre os homens detidos pelas tropas americanas durante os combates em Falluja. Bush O presidente americano, George W. Bush, repetiu neste sábado que os planos dos Estados Unidos de transferir a soberania do Iraque para a população iraquiana no fim junho ainda estão mantidos. "Algumas pessoas têm sugerido que nós deveríamos responder aos recentes ataques adiando a soberania iraquiana. Isso é precisamente o que nossos inimigos querem", disse Bush em seu pronunciamento semanal de rádio. "Eles querem ditar o curso dos eventos no Iraque e evitar que a população iraquiana tenha uma verdadeira voz sobre seu futuro", acrescentou. "Nessas ambições, os inimigos da liberdade vão fracassar. A soberania iraquiana vai chegar em 30 de junho", concluiu o presidente americano. Bush atribuiu a intensificação da violência no Iraque a uma "pequena facção" que tenta sabotar a democracia iraquiana. De acordo com o presidente americano, a coalizão liderada pelos Estados Unidos vai apoiar a população iraquiana e enfrentar todos os desafios que surgirem. Outros combates Durante a madrugada deste sábado, novos combates foram registrados entre rebeldes iraquianos e soldados americanos na cidade de Baquba, ao norte de Bagdá.
Os confrontos começaram com ataques coordenados de mísseis contra um posto policial iraquiano, o escritório do administrador da cidade e um complexo utilizado pelo departamento de assuntos civis das tropas americanas. Em seguida, os soldados americanos dispararam tiros de artilharia pesada contra um grupo de cerca de cem homens armados que se juntaram perto de uma ponte que dá acesso à cidade. As autoridades americanas afirmam que pelo menos 40 iraquianos foram mortos e soldados dizem que viram os rebeldes arrastando corpos para longe do local. De acordo com funcionários de um hospital local, pelo menos 11 civis estavam entre os mortos. As tropas americanas também foram alvo de ataques em Bagdá, onde combates foram registrados no distrito sunita de Arthamiya. Durante o confronto, um tanque e um comboio militar americano foram incendiados.
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