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Brasil quer mudar esboço de resolução na ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil apresentou ressalvas a uma proposta de resolução que foi discutida nesta quinta-feira no Conselho de Segurança da ONU, com o objetivo de evitar que armas de destruição em massa caiam nas mãos de extremistas. O esboço que foi discutido pelos quinze membros do conselho foi apresentado pelos Estados Unidos, com o apoio da Grã-Bretanha, em março. De acordo com a agência de notícias Reuters, o Brasil, junto com Argélia, Alemanha e Paquistão, sugeriram mudanças na proposta. Os diplomatas brasileiros, ainda segundo a Reuters, estariam se opondo ao uso do termo “não-proliferação” no documento – porque a mesma palavra aparece em outros acordos internacionais assinados pelo país e, dessa forma, se o Brasil apoiasse o novo documento, isso poderia afetar compromissos assumidos anteriormente. Definição A proposta de resolução pode tornar ilegal a “fabricação, a aquisição, o desenvolvimento, o transporte e o uso de armas nucleares, químicas e biológicas e seus meios de utilização” por pessoas ou grupos que não representem Estados. O documento também pede aos países que reforcem suas medidas domésticas para evitar o transporte e produção dessas armas, por meio de leis mais rigorosas e maior fiscalização nas fronteiras. O Brasil, segundo a France Presse, manifestou preocupação no tocante a como a criminalização da proliferação poderia ser definida no documento. No entanto, os diplomatas brasileiros teriam concordado que algo precisa ser feito em relação aos grupos os indivíduos que, não representando países, tentam obter as armas. “Nós acreditamos que há urgência na necessidade de tomar medidas quanto a essa ameaça”, disse o diplomata brasileiro João Marcelo de Queiróz, segundo a France Presse. |
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