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Procuradora recomenda indiciamento de Sharon | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma procuradora israelense recomendou formalmente que o primeiro-ministro Ariel Sharon seja indiciado em uma caso de corrupção que pode lhe custar o poder. Segundo o Ministério da Justiça do país, a procuradora Edna Arbel, que trabalha no caso, afirmou que há base suficiente para realizar o indiciamento. No sábado, canais de televisão israelense haviam adiantado que a procuradora provavelmente faria a recomendação. A decisão final sobre se Sharon será de fato indiciado por corrupção é do procurador-geral do país, Mani Mazuz. A agência de notícias Reuters afirma que uma fonte do Ministério da Justiça avalia que a decisão poderá levar até dois meses. A suspeita é que um empreiteiro israelense teria contratado e pago milhares de dólares a um dos filhos de Sharon, Gilad, em troca de ajuda do governo para realizar o negócio. Gilad foi contratado pelo empresário David Appel para trabalhar como consultor em um investimento num resort na Grécia, embora não tivesse nenhuma experiência na área. Também neste sábado, o ministro da Infra-Estrutura israelense, Yosef Paritzky, disse que o premie deveria deixar o governo por causa das denúncias. “Sob tais circunstâncias, o primeiro-ministro deveria renunciar”, afirmou Paritzky à Rádio de Israel. “Eu esperaria que ele dissesse que está pronto para ir para casa e que lutaria de lá para provar sua inocência.” Esse é um dos dois processos que assombram o governo do primeiro-ministro. Ele também enfrenta investigações sobre supostas irregularidades no financiamento da sua última campanha. |
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