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Ministro de Israel pede renúncia de Ariel Sharon | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Infra-Estrutura israelense, Yosef Paritzky, disse que Ariel Sharon deveria deixar o governo em função das denúncias de suposto envolvimento em um escândalo de corrupção. “Sob tais circunstâncias, o primeiro-ministro deveria renunciar”, afirmou Paritzky à rádio de Israel. “Eu esperaria que ele dissesse que está pronto para ir para casa e que lutaria de lá para provar sua inocência.” Ofir Pines-Paz , deputado do Partido Trabalhista de Israel, o maior partido de oposição do país, falou para a rádio israelense que o primeiro-ministro tinha que “se suspender até que a decisão da procurado seja feita”. O ex-ministro da Justiça israelense Yossi Beilin, um dos formuladores dos acordos de paz de Oslo, de 1993, também pediu que Sharon renuncie ao seu cargo. Escândalo No sábado, um canal de TV israelense anunciou que uma procuradora vai recomendar o indiciamento do primeiro-ministro do país no escândalo de corrupção que pode tirá-lo do poder. De acordo com os relatos de jornalistas, a procuradora Edna Arbel, que trabalha no caso, teria concluído que há base suficiente para realizar o indiciamento. O premiê - que nega qualquer crime - tem sido investigado pelo suposto envolvimento em um caso suborno. A suspeita é que um empreiteiro israelense teria contratado e pago milhares de dólares a um dos filhos de Sharon, Gilad, em troca de ajuda do governo para realizar o negócio. Gilad foi contratado pelo empresário David Appel para trabalhar como consultor em um investimento num resort na Grécia, embora não tivesse nenhuma experiência na área. Mesmo que Arbel decida pelo indiciamento, a decisão final sobre o encaminhamento do processo ainda depende do procurador-geral do país, Mani Mazuz. O mandato do primeiro-ministro vai até 2007, e ele já afirmou que pretende cumpri-lo até o final. No entanto, para vários analistas, caso de fato ele seja indiciado por corrupção, Sharon muito provavelmente terá que deixar o poder. Esse é um dos dois processos que assombram o governo do primeiro-ministro. Ele também enfrenta investigações sobre supostas irregularidades no financiamento da sua última campanha. |
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