|
Powell reconhece 'pico de violência' no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Estado americano, Colin Powell, chegou a Bagdá nesta sexta-feira em uma visita surpresa na véspera do primeiro aniversário da invasão do Iraque. Em entrevista coletiva, Powell reconheceu que existe no Iraque o que chamou de "pico de violencia", mas ressaltou que as forças da coalizão estão trabalhando de forma dura para reduzir isso. Um grupo de jornalistas árabes se retirou da entrevista coletiva em protesto pela morte de dois jornalistas da emissora Al-Arabiya, baseada em Dubai, que teriam sido mortos por soldados americanos na quinta-feira. Powell disse que "lamentava" a morte de qualquer jornalista, civil ou soldado e prometeu que o incidente será investigado. Aliança O secretário disse que o país continua no caminho da transferência de soberania aos iraquianos no dia 1º de julho. Powell também afirmou que a coalizão ainda está "forte", apesar das preocupações recentes manifestadas por Espanha, Polônia e Coréia do Sul. A violência no Iraque aumentou nos últimos dias, no período em que se aproxima o aniversário da invasão. Nesta sexta-feira, os militares americanos confirmaram a morte de um segundo fuzileiro naval como conseqüência de um ataque com morteiro na província de Al-Anbar, no oeste do Iraque, na quarta-feira. Na quinta-feira, um carro-bomba matou pelo menos cinco pessoas em Basra. Um dia antes, outras sete pessoas morreram em uma explosão em um hotel em Bagdá que é usado principalmente por estrangeiros. Promessa de vitória Em conversa com soldados americanos e funcionários da coalizão nesta sexta-feira, Powell disse que os militantes que tentam desestabilizar o Iraque serão derrotados. "Há aqueles que estão determinados a nos fazer parar. Eles estão atacando de toda a maneira que podem", disse. Um ano depois da invasão, os militares americanos dizem que a principal ameaça é de estrangeiros extremistas e não de militantes leais ao ex-líder iraquiano Saddam Hussein. O secretário elogiou os soldados americanos e os funcionários da coalizão. "Vocês e seus companheiros extirparam um regime ditatorial horrível que era uma ameaça a seus próprios cidadãos, uma ameaça à região e uma ameaça ao resto do mundo." A Casa Branca disse que os militantes rebeldes não vão impedir os planos da coalizão de reconstruir o Iraque. Antes de chegar ao Iraque, Powell visitou o Kuwait, primeira etapa de sua viagem ao Oriente Médio. Depois de Bagdá, ele deve ir para Arábia Saudita. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||