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Paquistão admite baixas em ação contra Al-Qaeda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Paquistão afirmou nesta quarta-feira que 15 soldados paquistaneses foram mortos durante o confronto de terça-feira contra suspeitos de pertencer à organização Al-Qaeda e à milícia Talebã. De acordo com as autoridades paquistanesas, 24 militantes de tribos locais também foram mortos, assim como alguns combatentes estrangeiros. As forças paquistanesas, no entanto, recuperaram apenas dois corpos e não há provas de quantos combatentes morreram durante a operação. Além disso, não há registros da prisão de nenhum suspeito. As tropas pretendiam invadir um refúgio fortificado, próximo da fronteira com o Afeganistão. Ao invés disso, foram encurralados sob fogo cerrado dos guerrilheiros, que contavam com metralhadoras e morteiros. Sem sucesso Paul Anderson, correspondente da BBC em Islamabad, diz que a operação não obteve sucesso em seu objetivo de atingir membros da Al-Qaeda, do Talebã e das forças tribais que apóiam os dois grupos. O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, disse que existem centenas de guerrilheiros estrangeiros na zona semi-autônoma. Musharraf ordenou que os líderes tribais entregassem os suspeitos ao governo, mas a ordem não foi aceita em várias tribos. O Paquistão enviou 60 mil soldados para a região, para selar a fronteira com o Afeganistão e impedir o trânsito de guerrilheiros entre os dois países. A tarefa agora também é encontrar Osama Bin Laden. Autoridades paquistanesas acreditam que o dissidente saudita esteja escondido na rede de cavernas e túneis construídos nas montanhas da região. Soldados americanos também trabalham na mesma tarefa, mas no lado afegão da fronteira, para auxiliar a ofensiva. |
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