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Espanha prende cinco em conexão com ataques a Madri | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cinco suspeitos foram presos neste sábado na Espanha em conexão com as explosões de bombas em Madri na última quinta-feira que provocaram 200 mortes. Segundo o Ministro do Interior, Angel Acebes, três são marroquinos e dois indianos. O anúncio aconteceu ao final de um dia marcado por mais de 40 funerais em todo o país. Em um protesto em Madri manifestantes acusaram o governo de manipular os fatos sobre os responsáveis pelos ataques. Protestos Centenas de manifestantes gritavam "Mentirosos!" e "Nos digam a verdade" durante o protesto. Alguns participantes do protesto afirmavam que o governo está tentando promover a tese de que o ETA teria sido responsável visando ganhos políticos nas eleições marcadas para este domingo no país. A correspondente da BBC em Madri, Katya Adler, afirma que representantes do governo mudaram o tom das declarações anteriores, em que afirmavam que o ETA era o responsável pelos ataques. Lágrimas Na sexta-feira, protestos em todo o país levaram mais de 11 milhões de pessoas às ruas de cidades espanholas. Em Alcala de Henares, ao leste de Madri de onde partiram os trens em que foram colocadas as bombas, cerca de mil pessoas lotaram um ginásio de esportes para uma homenagem aos 30 mortos da cidade. "Enterramos um filho de 23 anos, um filho cheio de futuro", disse um dos pais vestido de preto. Em Tanatorio Sur, faltou espaço para colocar todos os caixões na maior casa funerária da cidade e alguns ocupavam os escritórios dos funcionários. |
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