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Atentados levam 8 milhões às ruas na Espanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Polícia da Espanha acredita que cerca de oito milhões de pessoas saíram às ruas em várias cidades do país nesta sexta-feira para repudiar os atentados a bomba na capital, Madri, que deixaram quase 200 mortos e mais de mil feridos. Apesar da chuva, estima-se que dois milhões de pessoas paralisaram a capital, saindo em passeata. Uma avenida de seis pistas que cruza Madri foi fechada para permitir que manifestantes realizassem a marcha, que passou perto da estação de Atocha, onde ocorreram as piores explosões. Várias pessoas carregaram faixas com frases condenando o terrorismo, enquanto outras levantavam velas. Membros da família real espanhola, políticos do país e líderes europeus - entre eles os primeiros-ministros da Itália, Silvio Berlusconi, e da França, Jean-Pierre Raffarin - também participaram da passeata. País Basco Foram realizadas ainda grandes manifestações no País Basco, no norte da Espanha. O grupo separatista basco ETA é suspeito de organizar os ataques. Milhares de pessoas participaram da passeata silenciosa convocada para condenar o ataque na cidade basca de Bilbao, em um tipo de manifestação já ocorrido no passado para protestar contra atentados reivindicados pelo ETA. As manifestações tiveram o apoio de partidos nacionalistas locais, que pediram que seus simpatizantes comparecessem ao ato público. Às 12h (hora local, 9h em Brasília), cidades em várias partes da Espanha fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos atentados. A ministra espanhola do Exterior, Ana Palácio, havia dito anteriormente que tudo parece implicar o ETA nos ataques, com pistas e precedentes "muito fortes" sustentando essa visão. O ETA, contudo, nega envolvimento, em uma declaração enviada à imprensa basca. Extremistas islâmicos O governo espanhol diz que não descarta nenhuma hipótese nas investigações para apurar quem realizou o ataque. Há pistas que, aparentemente, implicariam extremistas islâmicos. Cerca de 1,4 mil pessoas também ficaram feridas no ataque. O correspondente da BBC em Madri Danny Wood disse que o número de mortos pode aumentar, pois há mais de cem pessoas hospitalizadas com ferimentos graves. Bandeiras foram hasteadas a meio mastro e escolas e repartições públicas fecharam por três dias de luto oficial. Os partidos políticos suspenderam a campanha para as eleições gerais de domingo. Segurança As explosões na Espanha também levaram vários países a intensificar suas medidas desegurança, temendo mais atentados. A Itália, que apoiou a guerra contra o Iraque liderada pelos Estados Unidos juntamente com a Espanha, reforçou sua segurança no caso de o ataque estar ligado a grupos que se opuseram à invasão. A França também intensificou sua vigilância, assim como Portugal, que aumentou as vistorias feitas em sua fronteira com a Espanha. Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu o que chamou de apoio duradouro dos Estados Unidos à Espanha em seu esforço contra o terrorismo. |
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