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Atualizado às: 13 de março, 2004 - 10h09 GMT (07h09 Brasília)
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Espanha enterra vítimas dos atentados
Manifestação em Madri
Oito milhões protestaram na Espanha
Os primeiros enterros das vítimas dos atentados de quinta-feira, em Madri, vão ser realizados na manhã deste sábado.

Na sexta-feira, cerca de oito milhões de pessoas foram às ruas na Espanha em protesto contra os atentados, que deixaram 200 mortos.

Representantes do governo afirmam que o grupo separatista basco ETA ainda é o principal suspeito, apesar de a mídia basca ter divulgado uma nota do grupo negando a autoria dos atentados.

Também especula-se que a rede Al-Qaeda seja responsável.

Eleições

Um comunicado foi enviado a um jornal árabe com sede em Londres, afirmando que a Al-Qaeda estava por trás dos atentados e alguns analistas árabes em Londres disseram acreditar que a nota era genuína.

Mas, com as eleições marcadas para este domingo na Espanha, a maior parte dos políticos acredita que o ETA é responsável.

"Há alguns fatos que me fazem acreditar que o ETA" é responsável, disse Mariano Rajoy, que deverá suceder o atual primeiro-ministro, Jose Maria Aznar, caso o Partido Popular vença as eleições.

Em uma disputa acirrada, o Partido Popular parece ter uma liderança apertada sobre os Socialistas da oposição, segundo as pesquisas de opinião.

Tanto Aznar como Rajoy defendem o combate ao ETA e são contra a independência do País Basco, proposta pelo grupo.

O ETA já cometeu atentados contra o sistema ferroviário espanhol e dois suspeitos de pertencerem ao grupo foram presos no mês passado, dirigindo um caminhão carregado de explosivos em direção a Madri.

Mas há especulações de que extremistas islâmicos possam ter conexões com os atentados.

Um furgão roubado foi encontrado perto da linha do trem com vários detonadores, disse o ministro do Interior, Angel Acebes.

Uma mensagem supostamente enviada pelo grupo Brigadas de Abu Hafs al-Masri para um jornal árabe com sede em Londres afirma que o grupo atacou "os aliados dos Estados Unidos nesta guerra contra o Islã" em nome da Al Qaeda.

Mas segundo Acebes, "nenhum dos serviços de inteligência... forneceu informação confiável de que este atentado teria sido provocado por uma organização extremista islâmica".

Nação de luto

Mãe e filho em manifestação
A nação ainda está chocada

Os primeiros funerais das vítimas dos atentados estão sendo realizados na manhã deste sábado, na cidade de Alcala de Henares, a cidade ao leste de Madri de onde partiram os trens em que foram colocadas as bombas.

Na sexta-feira à noite, cerca de duas milhões de pessoas foram às ruas, apesar da chuva, em protesto contra o terrorismo.

Membros da família real espanhola - entre eles o príncipe regente Felipe e suas irmãs, as princesas Elena e Cristina - se juntaram ao primeiro-ministro espanhol e outros líderes europeus durante as manifestações.

Uma avenida de seis pistas que atravessa Madri foi fechada para que os manifestantes marchassem até a estação de Atocha - onde foi registrado o pior dos atentados.

Alguns cantaram: "Assassinos" e "O povo unido jamais será vencido".

Há informações de que as vigílias e protestos em outras cidades espanholas, inclusive no País Basco, chegaram a reunir seis milhões de pessoas.

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