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Parlamento aprova impeachment de presidente na Coréia do Sul
Partidários de Roh tentaram impedir a votação
Partidários de Roh tentaram impedir a votação
A Assembléia Nacional da Coréia do Sul aprovou a moção de impeachment contra o presidente do país, Roh Moo-Hyun, causando tumulto dentro e fora do Parlamento.

Membros de partidos que apóiam o presidente tentaram impedir a votação colocando-se na frente dos parlamentares da oposição e tiveram de ser tirados à força da Assembléia. Do lado de fora, manifestantes pró-Roh protestaram contra o impeachment.

A medida, baseada em uma irregularidade eleitoral cometida por Roh, foi aprovada por 193 votos contra 2.

Para que o presidente seja destituído, o impeachment deve ser aprovado pela Corte Constitucional, na qual seis dos nove juízes precisam votar a favor.

Se isso acontecer, será a primeira vez que um presidente sofre impeachment na Coréia do Sul.

Até a decisão, no entanto, os poderes de Roh ficam suspensos e o primeiro-ministro Goh Kun assume poderes presidenciais.

Tumulto

A sessão parlamentar em que foi aprovada o impeachment foi tumultuada desde o início, com partidários do presidente recusando-se a deixar o Parlamento para tentar impedir a votação.

Segundo a agência de notícias Associated Press, quando a moção foi finalmente aprovada, membros do Partido Uri – pivô da crise – atiraram as placas com os seus nomes contra o presidente da Assembléia, que anunciou o resultado da votação. Alguns membros ajoelharam no chão do Parlamento e choraram.

Do lado de fora, cerca de 600 manifestantes pró-Roh queimaram uma réplica da Assembléia Nacional.

"Isto é um golpe sob a máscara da lei", disse o chefe do Partido Iri, Chung Dong-young.

Os articuladores da moção – o Grande Partido Nacional e o Partido Democrático do Milênio – se baseavam justamente no fato de o presidente ter violado a regra da neutralidade política, ao pedir que a população votasse no Partido Uri nas eleições marcadas para o mês que vem.

O primeiro-ministro Goh Kun – que pode atuar como chefe de Estado por seis meses se a moção for aprovada na Corte Constitucional – convocou um encontro de emergência do seu gabinete.

A fim de tentar evitar a votação, Roh acabou se desculpando, o que vinha se recusando a fazer, por pedir apoio ao Uri. Mas os oposicionistas não desistiram da moção.

Eles também acusam o presidente de incompetência, corrupção e financiamento ilegal de campanha.

Roh assumiu o poder em fevereiro do ano passado, prometendo acabar com as ligações corruptas entre o governo e as grandes empresas.

No entanto, a sua credibilidade foi minada por acusações de corrupção contra alguns de seus próprios assessores.

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