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Votação de impeachment é suspensa na Coréia do Sul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A sessão parlamentar especial na qual seria votada a moção de impeachment contra o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-Hyun, foi suspensa. O líder do Parlamento, Kwan-Yong, disse não haver quórum para realizar a votação, que, segundo ele, poderá ocorrer nesta-feira. Os articuladores da moção – o Grande Partido Nacional e o Partido Democrático do Milênio – alegavam ter reunido os dois terços da Assembléia Nacional necessários para aprovar a medida. Eles se baseiam no fato de o presidente ter violado a regra da neutralidade política, ao pedir que a população vote em de seus partidos aliados nas eleições marcadas para o mês que vem. Os opositores também acusam Roh de incompetência, corrupção e financiamento ilegal de campanha. Camping no Parlamento Ainda nesta quinta-feira, parlamentares que apóiam Roh montaram acampamento do lado de fora do Parlamento e disseram que vão resistir fisicamente a uma eventual tentativa de destitui-lo por meio de impeachment. Roh, por sua vez, disse que não vai pedir desculpas pelas suas falhas porque não vai ceder às pressões da oposição. "As pessoas dizem que eu devo me desculpar apenas para não sofrer impeachment, eu não posso aceitar isso", afirmou. O presidente já fez um pedido público de desculpas à população pelo fato de alguns de seus assessores políticos terem aceitado contribuições ilícitas de empresários. Com pouco apoio na Assembléia Nacional, Roh tem tentado se distanciar das acusações. Se a moção de impeachment for aprovada, a questão será levada à Corte Constitucional, na qual seis dos nove juízes precisam aprovar a moção para que Roh seja destituído. No caso da destituição de Roh, o primeiro-ministro Koh Gun assumiria o poder. |
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