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Atualizado às: 07 de março, 2004 - 23h09 GMT (20h09 Brasília)
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Pelo menos quatro morrem em comemoração no Haiti
O líder rebelde haitiano Guy Philippe
Guy Philippe foi aclamado pela multidão em Porto Príncipe
Pelo menos quatro pessoas morreram depois que tiros foram disparados contra uma comemoração dos opositores do ex-presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide.

Cerca de 10 mil pessoas se reuniram em frente ao Palácio Nacional na capital do país, Porto Príncipe, para celebrar a saída do ex-presidente.

A comemoração foi acompanhada pela polícia e por tropas americanas e francesas, que pretendiar prevenir atos de violência.

Segundo testemunhas, os tiros que causaram as mortes foram disparados por simpatizantes armados do presidente Aristide.

Jornalista

A violência teria começado em uma praça perto do Palácio.

Testemunhas disseram a rádios locais que os grupos armados haviam vindo de favelas na periferia da cidade e tomado posições ao redor da praça, antes de atirar.

Entre os mortos há um jornalista espanhol, Ricardo Ortega. Cerca de 20 outras pessoas também teriam ficado feridas.

Segundo o correspondente da BBC em Porto Príncipe Daniel Lak, até que os tiros começaram, a comemoração havia sido pacífica e alegre.

O príncipal líder dos rebeldes, Guy Philippe, foi carregado nos ombros e aclamado pela multidão.

Alguns manifestantes pediam que Aristide fosse a julgamento.

África

O ex-presidente viajou para a República Centro-Africana no último domingo, quando rebeldes, que controlavam mais da metade do país, chegaram à capital.

Pessoa carrega cartaz contra oc "Chimères"
Muitos culparam os "Chimères", simpatizantes armados de Aristide, pelas mortes

Os grupos pró-Aristide cancelaram um protesto que fariam neste domingo, dizendo que não havia segurança. Segundo eles, o protesto será realizado na segunda-feira.

"Os americanos só estão no país para proteger aqueles que se opõem a Aristide", disse um simpatizante do antigo governo à agência de notícias Associated Press.

As tropas estrangeiras, que chegaram ao Haiti na semana passada, estariam evitando adentrar as favelas na periferia de Porto Príncipe, como as de Cité Soleil e La Saline, onde se concentram os simpatizantes armados de Aristide, conhecidos como Chimères.

De acordo com o correspondente da BBC em Porto Príncipe Daniel Pak, há muito medo e uma sensação de que novos episódios de violência possam ocorrer facilmente na região do palácio presidencial, dado o atual vácuo de poder.

Novo governo

Líderes da oposição têm pressionado para que o primeiro-ministro do país, Yvon Neptune, seja substituído. Eles alegam que Neptune tem ligações com Aristide.

Uma comissão com sete membros, nomeada por representantes do governo, da oposição e um representante da ONU, deve indicar nos próximos dias um novo premiê e membros do gabinete de governo.

O governo da República Central Africana leu neste domingo uma carta do ex-presidente Aristide, dizendo que ele "foi muito bem recebido" no país e que falaria com jornalistas quando achar necessário.

Na semana passada, o ex-presidente acusou os Estados Unidos de o terem forçado a deixar o país. O governo americano negou as acusações.

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