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Pelo menos quatro morrem em comemoração no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos quatro pessoas morreram depois que tiros foram disparados contra uma comemoração dos opositores do ex-presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide. Cerca de 10 mil pessoas se reuniram em frente ao Palácio Nacional na capital do país, Porto Príncipe, para celebrar a saída do ex-presidente. A comemoração foi acompanhada pela polícia e por tropas americanas e francesas, que pretendiar prevenir atos de violência. Segundo testemunhas, os tiros que causaram as mortes foram disparados por simpatizantes armados do presidente Aristide. Jornalista A violência teria começado em uma praça perto do Palácio. Testemunhas disseram a rádios locais que os grupos armados haviam vindo de favelas na periferia da cidade e tomado posições ao redor da praça, antes de atirar. Entre os mortos há um jornalista espanhol, Ricardo Ortega. Cerca de 20 outras pessoas também teriam ficado feridas. Segundo o correspondente da BBC em Porto Príncipe Daniel Lak, até que os tiros começaram, a comemoração havia sido pacífica e alegre. O príncipal líder dos rebeldes, Guy Philippe, foi carregado nos ombros e aclamado pela multidão. Alguns manifestantes pediam que Aristide fosse a julgamento. África O ex-presidente viajou para a República Centro-Africana no último domingo, quando rebeldes, que controlavam mais da metade do país, chegaram à capital.
Os grupos pró-Aristide cancelaram um protesto que fariam neste domingo, dizendo que não havia segurança. Segundo eles, o protesto será realizado na segunda-feira. "Os americanos só estão no país para proteger aqueles que se opõem a Aristide", disse um simpatizante do antigo governo à agência de notícias Associated Press. As tropas estrangeiras, que chegaram ao Haiti na semana passada, estariam evitando adentrar as favelas na periferia de Porto Príncipe, como as de Cité Soleil e La Saline, onde se concentram os simpatizantes armados de Aristide, conhecidos como Chimères. De acordo com o correspondente da BBC em Porto Príncipe Daniel Pak, há muito medo e uma sensação de que novos episódios de violência possam ocorrer facilmente na região do palácio presidencial, dado o atual vácuo de poder. Novo governo Líderes da oposição têm pressionado para que o primeiro-ministro do país, Yvon Neptune, seja substituído. Eles alegam que Neptune tem ligações com Aristide. Uma comissão com sete membros, nomeada por representantes do governo, da oposição e um representante da ONU, deve indicar nos próximos dias um novo premiê e membros do gabinete de governo. O governo da República Central Africana leu neste domingo uma carta do ex-presidente Aristide, dizendo que ele "foi muito bem recebido" no país e que falaria com jornalistas quando achar necessário. Na semana passada, o ex-presidente acusou os Estados Unidos de o terem forçado a deixar o país. O governo americano negou as acusações. |
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