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China diz que vai gastar mais com interior e exército | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da China deve gastar 7% a mais em 2004, beneficiando o interior, o sistema de saúde e as forças armadas. O ministro das Finanças, Jin Rwenqing, apresentou seus planos no parlamento, no mesmo dia em a China prometeu diminuir a diferença entre ricos e pobres no país. O ministro do Desenvolvimento, Ma Kai, prometeu que a economia permaneceria estável, apesar de rumores de super aquecimento. Ele disse que o crescimento economico deve ficar na casa dos 7% em 2004, após ter crescido 9.1% no ano passado. Pressões O parlamento iniciou seu encontro anual de dez dias na sexta-feira, com cerca de três mil delegados presentes. O partido comunista teme o crescente descontentamento social, agravado pela riqueza ostensiva de alguns, em uma sociedade que deveria ser equalitária. O país sofre pressão externa também, com os Estados Unidos pedindo que a China relaxe os mecanismos de controle de sua moeda. O governo disse que vai manter o yuan em uma taxa fixa. Só no nome Rwenqing disse que o novo orçamento deve “aumentar a confiança de todos no desenvolvimento acelerado”. Ele disse também que a receita do país deve aumentar em 7% e a inflação mantida em 3%. Ele prometeu gastar 20% a mais do que em 2003 com agricultores, e 11% a mais com o exército. O ministro admitiu, no entanto, que existem “várias dificuldades e problemas no desenvolvimento econômico e social da China” que não podem ser ignoradas. Ele citou a falta de desenvolvimento na região oeste do país e a necessidade de revitalização do nordeste do país, uma área que tem sofrido grandes perdas de emprego no setor industrial. Durante as sessões parlamentares a constituição do país será modificada para permitir a posse de propriedade privada pela primeira vez desde a revolução comunista de 1949. Os líderes comunistas consideram a medida como essencial no desenvolvimento econômico do país. A correspondente da BBC em Beijim, Louisa Lim, disse que essas mudanças nas leis de propriedade significam que o partido permanecerá comunista apenas no nome. |
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