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Uma em cada três mulheres é vítima de violência, diz Anistia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos uma em cada três mulheres ao redor do mundo sofre algum tipo de violência durante sua vida, de acordo com estimativa da Anistia Internacional. A organização lançou nesta sexta-feira uma campanha global de erradicação da violência contra a mulher. O objetivo é garantir a proteção dos direitos humanos de milhares de mulheres que, diariamente, são espancadas, estupradas, mutiladas e assassinadas. "Isso não é algo que acontece apenas com outras pessoas. Acontece com você, com seus amigos e com sua família", diz Irene Khan, secretária-geral da Anistia Internacional. "Até que todos nós, homens e mulheres, digamos 'eu não vou permitir que isso aconteça', isso não vai parar", acrescentou Khan. Atrocidades A campanha "Está Em Suas Mãos: Pare a Violência Contra as Mulheres" chama a atenção para a responsabilidade do Estado, da sociedade e dos indivíduos diante do problema. As estatísticas publicadas no relatório da Anistia Internacional, divulgado junto com o lançamento da campanha, revelam as atrocidades cometidas contras as mulheres ao redor do mundo, "seja em tempos de guerra ou de paz". De acordo com o Conselho da Europa, a violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre mulheres de 16 a 44 anos de idade e mata mais do que câncer e acidentes de tráfego.
Nos Estados Unidos, as mulheres representaram 85% das vítimas de violência doméstica em 1999, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo russo estima que 14 mil mulheres tenham sido assassinadas por seus parceiros ou parentes em 1999 – o país ainda não tem leis específicas sobre violência doméstica. Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que cerca de 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram mortas por seus maridos. A Anistia Internacional afirma que esses números representam apenas "a ponta do iceberg" já que a violência contra a mulher geralmente não é reportada, pois as vítimas se sentem envergonhadas ou sentem medo de que ocorram mais hostilidades. "Do campo de batalha aos seus quartos, as mulheres vivem sob risco", comentou a secretária-geral da Anistia. Mudanças Para mudar esse cenário de violência doméstica, a Anistia Internacional afirma que as comunidades - internacional, nacional e local - devem tomar determinadas iniciativas. A organização diz que uma das formas de prevenção é debater mais o tema e escutar as vítimas - e acreditar no que elas contam. Também é necessário, segundo a Anistia, confrontar as atitudes religiosas, sociais e culturais. A maior igualdade entre homens e mulheres, no poder político, também tem de ser promovida. Para alcançar tais metas, a instituição vai apoiar grupos de mulheres que lutem por seus direitos e investigará os casos de abuso, convocando seus quase 2 milhões de ativistas ao redor do mundo. |
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