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Justiça manda Israel suspender construção de muro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Suprema Corte de Israel determinou que o governo deve suspender a construção do muro na Cisjordânia por uma semana. De acordo com fontes judiciais, a construção do muro deve parar para que a Corte possa examinar a rota plajenada para passar em oito vilas palestinas perto de Jerusalém. A decisão é uma resposta à petição feita por membros israelenses e palestinos do grupo Comitê Popular contra o Muro. O comitê afirmou que a rota planejada irá aprisionar 30 mil palestinos, que ficariam sem contato tanto com Jerusalém quanto com a cidade palestina de Ramallah. O trecho em questão, de 46 quilômetros, irá passar pelas cidades de Bidou e Beit Surik. Na quinta-feira, dois palestinos foram mortos por tropas israelenses durante um protesto que tentava impedir a construção do muro, em Bidou. Essas foram as primeiras mortes em protestos contra o muro desde o início de sua construção, no ano passado. Na semana passada, a Corte Internacional de Justiça, em Haia, realizou audiências para avaliar a legalidade do muro. O governo israelense, que boicotou o julgamento em Haia, disse que vai reduzir a barreira para 640 km (80 km a menos do que o previsto), para diminuir o impacto na vida dos palestinos. Israel diz que o muro serve para evitar que militantes palestinos realizem ataques em território israelense. Já os palestinos dizem que o muro está invadindo suas terras e reforçando a ocupação. |
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