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Paquistão prende 20 em ação contra Talebã e Al-Qaeda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 20 pessoas foram presas durante uma operação militar do Paquistão na fronteira com o Afeganistão contra supostos militantes da Al-Qaeda e do Talebã. A operação teve início na madrugada desta terça-feira e, segundo autoridades paquistanesas, já acabou. Os suspeitos, que incluiriam estrangeiros, não teriam oferecido resistência às tropas. Não há informações sobre mortos. O ministro da Informação do Paquistão, xeque Rashid Ahmed, disse que, na operação, nunca houve expectativa de prender os líderes da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, e do Talebã, mulá Omar. Antes da operação, o ministro dissera que o objetivo era apenas prender "terroristas estrangeiros" da organização extremista e da milícia radical que governava o Afeganistão. Rumores Suspeita-se que Bin Laden e mulá Omar estejam escondidos na região onde ocorreu a operação. Uma reportagem publicada na domingo no jornal Sunday Express – alegando que Bin Laden estava "encurralado" por forças americanas no norte do Paquistão – apenas reforçou os rumores, negados pelo governo paquistanês. As tropas paquistanesas entraram na região de Wana, no sul do Waziristan, com o apoio por forças paramilitares e helicópteros. Esta é a quarta operação desse tipo realizada pelo Paquistão – importante aliado dos Estados Unidos na chamada "guerra contra o terrorismo" – na fronteira afegã nos últimos meses. No início deste mês, o diretor-geral da CIA, George Tenet, visitou o Paquistão para trocar informações sobre o possível paradeiro de Bin Laden. Além disso, forças americanas baseadas no Afeganistão dizem estar aumentando esforços na busca pelo líder da Al-Qaeda acusado de ser o principal arquiteto dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e Washington. O governo paquistanês mantém dezenas de milhares de soldados ao longo da fronteira com o Afeganistão, na intenção de prender militantes escondidos na área. Cerca de 500 suspeitos já foram presos, muitos deles enviados para a base militar americana na Baía de Guantánamo, em Cuba. Autoridades americanas negam que tropas do país operem em território paquistanês. |
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